A luta dos ambientalistas para a conservação do rinoceronte-branco-do-norte (Ceratotherium simum) ficou ainda maior: morreu neste domingo (14), mais um rinoceronte-branco-do-norte no zoológico de San Diego, nos Estados Unidos, deixando a espécie mais próxima da extinção, com apenas cinco indivíduos. Com 44 anos, o macho Angalifu morreu devido a problemas relacionados à idade.

Em meados de outubro deste ano faleceu também o macho Suni, com 34 anos, deixando a espécie com dois machos. Entretanto, com a morte de Angalifu, existe agora apenas um macho, diminuindo ainda mais as chances de proliferação da espécie.

No mercado negro asiático, os chifres dos rinocerontes possuem valores tão elevados quanto o do ouro.

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A caça para conseguir os chifres (marfim) tem acelerado a extinção das espécies, comprometendo também o trabalho de pesquisadores e ambientalistas que tem sido realizado há décadas para a conservação desses #Animais.

Em 1960, o número de rinocerontes-brancos-do-norte chegou a 2000. Porém, devido à caça para a retirada dos chifres, o número diminuiu para 15 em 1984. Em razão disso ambientalistas colocaram os últimos indivíduos restantes em cativeiro para garantir sua conservação.

Soluções para a conservação da espécie: barriga de aluguel

O primeiro plano para a conservação dessa espécie não teve sucesso. Com o objetivo que o habitat natural os ajudasse na reprodução, os rinocerontes da República Tcheca foram transportados por avião até a África Ocidental, onde foram levados para a savana do Monte Quênia.

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Isso aconteceu devido os seguintes motivos: a taxa de natalidade desta espécie não é alta, sendo que após um ano e meio nasce apenas um filhote, que é amamentado pela mãe durante dois anos, podendo voltar a engravidar novamente depois desse período; e os cinco sobreviventes estão com dificuldades para se reproduzir, pois a contagem de espermatozoides do único macho é muito baixa e as fêmeas têm poucas chances de engravidar, e se engravidarem, não conseguirão manter a gravidez até o final.

Entretanto, graças à tecnologia, podemos contar com o plano "B": pesquisadores estão trabalhando para que a espécie sobreviva por meio de fertilização in vitro, cuja tentativa será feita com uma fêmea de rinoceronte-branco-do-sul, recebendo em seu útero um embrião do rinoceronte-branco-do-norte, servindo como uma "barriga de aluguel".

Se der certo a fertilização in vitro, será um grande passo para salvar os rinoceronte-brancos-do-norte da extinção. #Natureza