Desde os primórdios da história da humanidade o meio ambiente vem passando por diversas modificações, estas são intensificadas pela ganância do ser humano, que não respeita os limites da natureza, fazendo com que essas modificações na maioria das vezes sejam impactantes negativamente.

A própria evolução humana muitas vezes afeta a natureza involuntariamente. Isso tudo é de uma tamanha complexidade, pois não se sabe exatamente quando, aonde ou que efeitos essas mudanças representam para a evolução natural, e o principal até onde a natureza aguentará.

Soma-se a essa incerteza, a explosão demográfica pelo qual o planeta passou.

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Este fator certamente é de grande relevância para evolução das questões socioambientais terem chegado hoje aonde chegaram. Uma vez que, aliado a esse aumento populacional aumenta-se a demanda pelo conforto e consequentemente o modelo produtivo adapta-se a atender estes consumidores, que por sua vez aumenta o desperdício e geração de resíduos, acelerando portanto o caos ambiental.

Nesse contexto vale destacar a soberania do ser humano frente a natureza. Segundo White, antigamente nós éramos parte da natureza, agora a natureza é um universo a ser explorado para servir o homem. Relatos da expansão da agricultura de subsistência ilustram esse cenário, aonde a distribuição de terras deixou de ser para a subsistência e passou a vigorar pela capacidade do homem de utilizá-la.

A evolução das questões socioambientais tem raízes religiosas.

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White destaca que a ecologia humana está profundamente condicionada às crenças sobre nossa natureza e destino - isto é, pela religião. Desse modo, conclui-se que a humanidade está fadada, em sua maioria, aos axiomas cristãos.

Essa exploração da natureza tem fundamentos bíblicos em Gênesis e é reafirmado pelo cristianismo, que é a religião mais antropocêntrica do mundo. Vale ressaltar que as consequências do doutrinamento cristão são diferentes em contextos diferentes, mas a religião atua como agente formador de opiniões isso é evidente.

Assim sendo, pode-se dizer que a crise ecológica, fruto da gestão inadequada do meio ambiente, do modo de produção, do consumo, enfim do modo de vida deve ser repensado, quem sabe por meio de novos axiomas religiosos poderiam ser fortalecidos.

Como um começo, deve-se ter como fundamentação teórica toda história evolutiva, é preciso compreendê-la para posteriormente planejar mudanças.

Logo, conclui-se que cabe aos seres humanos procurar desenvolver novas tecnologias e ciências no sentido de questionar toda sociedade e promover mudanças verdadeiramente efetivas, a fim de frear o desenvolvimento deste modelo predatório e socialmente injusto que se vive. #Opinião