Os transgênicos são organismos geneticamente modificados (OGM) com genes de qualquer outro ser vivo inserido em seu genoma. O processo de transferências de gene(s) busca características de interesse de outros organismos, para o organismo ao qual deseja incorporar esta característica.

Muito se fala em melhoramento genético e transgenia e há uma grande diferença entre eles. O melhoramento genético, também conhecido como clássico, envolve o cruzamento sexual com uma planta da mesma espécie, que possua uma ou mais características de interesse, como resultado a planta passará a expressar tanto os genes de interesse como outros genes que não foram selecionados.

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Já a transgenia é dada pela engenharia genética, através de recombinação do DNA, e como resultado a planta passará a expressar somente a característica desejada. E estes produtos são conhecidos como transgênicos ou organismos geneticamente modificados (OGMs).

A cada dia, o uso da tecnologia em transgênicos vem ganhando destaque no cenário mundial. O Brasil ocupa hoje o segundo lugar no ranking mundial de produção e comercialização de produtos transgênicos, e seus produtos são: soja, milho, algodão e o feijão.

Os motivos da rápida adoção dessa tecnologia incluem a expectativa de redução de herbicidas, flexibilidade de uso quando e onde necessário, menor impacto ambiental, redução de custos na produção já que há redução de perdas de produção, aumento de produtividade e estabilidade da cultura.

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A cada dia, os avanços da Biotecnologia relacionada à Engenharia Genética levam a mais polêmica, e entre elas, o meio ambiente. Efeitos como, a possibilidade de tornar-se invasora, fluxo gênico entre culturas convencionais, efeitos negativos em insetos, problemas no solo, poluição genética, geração de pragas resistentes, ainda são discutidos. Por isso, antes de sua liberação devem ser avaliados todos os riscos potenciais pelo produto.

Segundo o relatório do Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações em Agrobiotecnologia (ISAAA, 2012), o Brasil teve um aumento significativo no plantio de sementes transgênicas, produzindo 36,6 milhões de hectares de transgênicos em 2012. Esse resultado fez com que o Brasil seja o segundo colocado no ranking mundial e o torna um país de referência na adoção dessa Biotecnologia.

As plantas geneticamente modificadas e comercializadas no Brasil são: a soja, milho, algodão e feijão. Onde todas as culturas apresentam principalmente a tolerância a insetos e tolerância a herbicidas, com exceção da cultura de feijão, a qual apresenta resistência ao vírus do mosaico dourado do feijoeiro. A característica de tolerância aos insetos e herbicidas favorece o manejo de lavouras e podem inclusive reduzir custos de produção, já que há redução no uso de pesticidas. Além disso, a redução de pesticidas nas plantações de transgênicos favorece a biodiversidade. #Curiosidades