A extraordinária cifra de 'dois por segundo' é o número que representa a incidência de raios no Brasil. Mais da metade deles acontece em áreas rurais, que são áreas onde a probabilidade de uma pessoa ser atingida pode aumentar em até 1000 vezes, por causa da falta de abrigo adequado.

São nas fortes chuvas que os raios são criados com mais frequência e intensidade. E, no campo, é da chuva que as pessoas tentam escapar correndo para locais aonde as gotas d'água não cheguem com facilidade até elas: debaixo de árvores, barracos, cochos, e outras construções, que por serem altas e se localizarem em área aberta, são naturalmente as primeiras a serem atingidas por uma descarga elétrica.

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Em geral, os raios ocorrem no interior das nuvens causando os relâmpagos e os trovões. Somente quando as condições internas da nuvem não mais satisfazem os equilíbrios dos átomos com cargas energéticas de altas diferenças de potencial e com as temperaturas elevadíssimas, de até 40 mil graus Celsius, é que as descargas vem à Terra. E vão procurar o ponto mais próximo da nuvem, que é o telhado de uma construção, ou a copa de uma árvore.

A descarga de um raio é alta e pode chegar a milhares de Volts. Ao atingir uma pessoa, o raio causa queimaduras, mas geralmente leva à morte por parada cardíaca e respiratória. O nosso sistema orgânico simplesmente entra em pane diante de uma energia tão grande.

O potencial energético de nosso céu de anil deveria ser estudado com vistas a aproveitar tamanha geração de energia.

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Cada raio tem o poder energético, em média, de 30 mil amperes. Para efeito de comparação, um chuveiro elétrico trabalha com energia de 30 amperes. Naturalmente, os raios são importantes, por manterem ativo o ciclo do nitrogênio, essencial para a vida das plantas pois, geram nitratos e nitritos nas explosões elétricas atmosféricas que quebram as moléculas de Nitrogênio, fazendo-as se combinarem com as de Oxigênio, que descem ao solo com as chuvas.

Mary Shelley escreveu há 200 anos sua obra, considerada a primeira ficção científica da literatura: Frankenstein, ente cuja vida foi estabelecida através de muita energia, que precisava ser captada pelos raios. Na sua história, os antigos preceitos da alquimia estavam sendo considerados obsoletos e novas idéias, baseadas nas ciências naturais precisavam ser testadas.

Hoje os raios continuam a oferecer sua energia. E ainda não conseguimos descobrir uma forma de aproveitá-la. Já usamos as limpíssimas energias solar, eólica, além da nossa grande aliada, a hidrelétrica, e as tão poluidoras térmica e atômica.

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Quando será que iremos usufruir dessa fonte energética tão abundante em nosso país? Será que a energia dos raios ainda ficará na ficção científica durante muito tempo ainda? Ou a equação que une os recursos naturais, custo de produção e consequências danosas fará com que os cientistas consigam, em breve, captar, acumular e distribuir essas magníficas manifestações da #Natureza?

Vamos torcer para que usinas de raios sejam criadas.

Enquanto isso não acontece, é bom conhecer o ciclo de produção dos raios e evitar suas aparições. Fugir de descampados, árvores, toldos; evitar praticar esportes em meio a chuva; não entrar no mar. Coisas simples para quem sabe do perigo que corre quando uma tempestade vem chegando.

Mas, protegidos, que caiam os raios, estrondem os trovões. A natureza é linda quando se revela. É de fazer inveja a Zeus no Olimpo. #Curiosidades