Os imóveis de região metropolitana de São Paulo, que hoje são atendidos pelo sistema Cantareira, deverão ser abastecidos de água da represa Billings . A informação foi dada pela reportagem do Jornal Nacional, da TV Globo, na noite de quinta-feira, 29/01. São Paulo e sua região metropolitana enfrentam a maior crise hídrica em 80 anos e a cada dia as dificuldades de abastecimento aumentam.

O projeto desta alternativa de abastecimento deve ser concluído em até 20 dias e está sendo elaborado por técnicos da Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp) e a sua concretização está prevista para o próximo mês de junho.

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A Billings possui capacidade para estocar 1,2 trilhões de litros de água. Estes números são equivalentes a todo o sistema Cantareira. A represa Billings está poluída pela sistemática ocupação desordenada ocorrida em seu entorno e também pela água do Rio Pinheiros, assim como resíduos de sistemas de esgoto. A Sabesp retira da represa 7,7 mil litros por segundo, que se destinam a abastecimento humano - essa retirada vem sendo feita há 60 anos.

Para poder contar com um volume satisfatório de água, a Sabesp pretende enviar mais 4 mil litros por segundo, que serão levados de um braço da represa Billings para a represa Taiaçupeba, que por sua vez forma o sistema Alto Tietê.

O trajeto que está sendo planejado para efetuar esta ligação ainda não foi revelado. Porém, é certo que este caminho terá uma extensão de 13 quilômetros.

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A água passará, antes de entrar na rede de distribuição, pela Estação de Tratamento de Água (ETA) de Suzano.

Essa estação foi visitada há dois dias, pelo diretor metropolitano da Sabesp, Paulo Massato. Nessa ocasião, ele afirmou que a poluição da represa não se constitui problema para a instalação deste sistema alternativo de abastecimento.

Segundo Massato, a Billings possui a maior quantidade de algas concentradas próximo da Barragem de Pedreiras. Porém observando o seu trajeto em direção à Serra do Mar, pode-se ver outro cenário, com uma Billings composta por águas livres da poluição e isso mesmo na altura do braço do Rio Grande. Massato chegou a afirmar que o nível do braço de Taquacetuba é menor até do que da própria Guarapiranga.