Nesse início de fevereiro, o Sistema Cantareira, na Grande São Paulo, vem recebendo quantidades significativas de chuva. Somado ao racionamento que já vem sendo realizado há meses, o nível de água do reservatório, que era de 5,2%, na quinta-feira, dia 5, teve alta de 0,2% na sexta-feira, incluindo a segunda cota do volume morto. Essa pequena elevação está longe de ser uma melhora significativa, porém ajuda a minimizar as constantes quedas que o reservatório vem sofrendo ao longo dos meses.

O Sistema Cantareira não é o único a ter elevação no nível, todos os outros da Grande São Paulo também subiram. O motivo são as chuvas do mês de fevereiro que estão acima da média: nos seis primeiros dias a região do Cantareira já registra 80,1 milímetros.

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Isso é quase metade da média histórica para o mês que, segundo dados da Sabesp, é de 199,1 milímetros.

Os níveis dos outros reservatórios da Grande São Paulo registram na quinta os seguintes índices: Alto Tietê, 11%; Sistema Alto Cotia, 29,1%; Sistema Rio Claro 30%; Sistema Guarapiranga, 48,1% e Sistema Rio Grande, 75,1%. Porém, devido à pouca capacidade de armazenamento, não são capazes de cessar a crise hídrica pelo qual os paulistas passam.

Medidas para enfrentar a crise:

As alternativas de imediato que o governo tem adotado para enfrentar os problemas de abastecimento são as campanhas de consumo consciente, para a população ajudar a economizar água. Muitos moradores realizam medidas por conta própria para auxiliar nessa economia, como evitar lavar carros, calçadas, pátios e qualquer atividade que gere desperdício de água.

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Há também quem opte por aumentar a capacidade de armazenamento, construindo cisternas, instalando caixas d'água e sistemas de captação de água da chuva.

O governo também trabalha com a possível implantação do rodízio que pode ficar até 5 dias sem distribuir água na rede. Atualmente já é implantado um sistema de racionamento que se configura pela diminuição da capacidade de pressão no bombeamento.

Outra alternativa é a utilização da terceira cota do volume morto, segundo o Governador Geraldo Alckmin, essa medida só deve ser tomada como emergencial e está sendo guardada para ser utilizada no inverno. Medida essa que segundo especialistas na área é extremamente prejudicial para o meio ambiente. A utilização desses volumes mortos comprometem o solo e a biodiversidade e prejudicam drasticamente a futura recuperação dos reservatórios.  #Natureza