Um país necessita diversificar suas fontes de energia para estabelecer uma matriz energética sólida e confiável. No Brasil, quase metade dessa produção (47%) provém de fontes renováveis, o que é de extrema importância para a preservação do meio ambiente como um todo. Porém, a atual #Crise hídrica tem comprometido boa parte do sistema, isso gera um esgotamento no setor e faz surgir novas alternativas. Responsável por cerca de 15% do total energético produzido no país, as hidrelétricas começam a apresentar insuficiência. A necessidade de encontrar novos meios de produção faz com que a energia eólica comece a se destacar em um cenário até então pouco explorado.

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No início de 2015 passamos a contar com quatro novos parques eólicos na Bahia. Somado aos já existentes, o número chega a 241 distribuídos em 11 estados do país. Isso já é mais do que o dobro do existente há dois anos. A participação chega a marca de 4,5% do total da matriz energética brasileira. E não para por aí - até 2018 a expectativa é que salte para 8% e em 2023 chegue a 11%.

A energia eólica é importante porque além de contribuir para a necessidade brasileira, é produzida de forma limpa, sustentável e barata, principalmente se comparada a produzida por meio dos combustíveis fósseis. Estudos do setor apontam que no Brasil, atualmente se evita a emissão de 1,2 milhão de toneladas de CO2 (dióxido de carbono), gás presente na atmosfera e que em excesso causa prejuízos e contribui para o aquecimento global.

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Outra fonte considerada inesgotável, como a energia solar, atualmente não aproveitada no Brasil também está nos planos para os próximos anos. Assim como a eólica, é uma opção promissora, produzida com menos impacto ambiental e que deverá figurar entre as renováveis.

Apesar do rápido crescimento dessas novas fontes, os projetos demoram a receber atenção do governo. A opção do momento para suprir a necessidade energética brasileira, tem sido cada vez mais a ativação das termelétricas, que nesse mês de fevereiro operam no limite. Ambientalistas criticam porque essa energia é extremamente cara e duplamente poluente. Além de ser gerada por meio da combustão que libera gases poluentes, o próprio combustível para gerar a queima já provém de um processo poluidor.