Estudos técnicos revelam uma nova cota de água abaixo do atual nível de captação. Segundo o Governo de São Paulo, se for utilizada, essa reserva pode fazer parte da quarta cota de volume morto. Atualmente, o Cantareira opera com 6,1% de capacidade total, já contabilizada a segunda cota de volume morto.

A localização dessa nova porção de água está em um local de difícil acesso. Técnicos da Sabesp estudam a viabilidade de uso dessa reserva. Se for possível constatar a viabilidade de aproveitamento, a quantidade de água representará 5% do total do reservatório. Isso significa algo em torno de 40 bilhões de litros, percentual próximo ao do terceiro volume morto que também ainda não foi utilizado.

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Apesar de o Sistema Cantareira apresentar ligeira alta nos índices nesse início de fevereiro, de 5% para 6,1%, o governo do estado trabalha com diferentes alternativas para enfrentar a crise hídrica. Existe a expectativa de que nos próximos dias seja anunciada uma obra que irá ligar o reservatório Rio Grande, que atende Diadema e parte de Santo André, com o Sistema Tietê, responsável por abastecer parte da Zona Leste, Itaquaquecetuba, Arujá, Ferráz de Vasconcelos e Mauá.

Falta eficiência nas medidas adotadas pelo governo:

Descaso ao longo de anos e com investimentos menores do que a demanda, o sistema de abastecimento do estado de São Paulo está defasado e, com isso, surgem inúmeras ações superficiais para amenizar os problemas.

Um deles é o programa de bônus para quem economizar água.

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O cálculo é feito com os dados de consumo dos últimos 12 meses e o desconto pode variar entre 10% e 30%. Segundo dados da Sabesp, somente em janeiro a economia foi de um décimo de toda a capacidade do Cantareira. "Economia" controversa, considerando que não foi espontânea por parte da população, já que muitas unidades consumidoras enfrentam completo desabastecimento em determinados períodos do dia e da semana.

As condições do clima para os meses de fevereiro e março continuam a ser favoráveis para uma estabilização dos reservatórios. A situação pode ficar ainda mais grave a partir de março, quando termina a estação das chuvas no Sudeste e o governo deverá apelar para medidas ainda mais extremas na intenção controlar a crise.