Uma suposta quarta cota do volume morto em uma das represas que compõe o sistema Cantareira foi encontrada. Técnicos da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) continuam realizando levantamentos topográficos da região para saber se realmente é possível captar a água da reserva.

A reserva encontrada faz parte de uma das represas que compõe o sistema Cantareira, que antes da #Crise apresentava os níveis de água acima dos pontos de captação (canos que levam a água para tratamento). Contudo, na medida em que foi sendo utilizada e não havendo reposição pela forte estiagem, a água acabou ficando abaixo deste ponto de captação, que acabou inviabilizando que ela fosse retirada.

Publicidade
Publicidade

Isso porque para que a água possa ser retirada, ela precisa ser bombeada até a estação de tratamento, e isso não ocorreu pela concentração de volume em baixos níveis.

A reserva está localizada abaixo do então atual nível de captação do reservatório, contudo, os próprios envolvidos, atentam para uma solução de captar a água descoberta, uma vez que ela está localizada em um local de difícil acesso.

O problema se complica ainda mais devido aos diversos locais onde as cotas de volume morto estão localizadas, entre as represas do Sistema Cantareira estão: Represa de Cachoeira, Paiva Castro, Atibainha e Jaguari-Jacareí.

O sistema é dividido em cotas, sendo que a 1ª já foi esgotada, utilizados 182,5 bilhões de litros de água. A segunda cota é a que está sendo utilizada desde novembro de 2014, cerca de 105 bilhões de litros de água.

Publicidade

A terceira cota ainda não foi utilizada, cerca de 41 bilhões de litros de água, cuja utilização vem sendo planejada para o período de seca, entre maio e setembro deste ano. E a suposta 4ª cota que equivale a cerca de 70 bilhões de litros d’água, onde 40 bilhões serão aproveitadas e o resto por dificuldades de acesso e qualidade seria visto como inviáveis e assim, não utilizados.

Estima-se que cerca de 40 bilhões de litros d´água componham essa suposta quarta parte do volume morto, o que representaria um aumento de cinco pontos percentuais em todo o sistema. Essa nova reserva garantiria o fornecimento de água por pelo menos um mês e meio.

A utilização desta reserva vem sendo cogitada como uma aposta, já que os meses de seca se iniciam em maio. Com o aumento dos níveis do Cantareira em 6,1% logo após as chuvas de fevereiro, esta reserva é avaliada pelo #Governo Geraldo Alkmin (PSDB) como uma alternativa a ser utilizada durante o período.

Cerca de 6,2 milhões de pessoas são abastecidas pelo Sistema Cantareira na Grande São Paulo. E essa população que é abastecida pelo reservatório será a primeira a enfrentar o rodízio de água.

A Sabesp ainda não tem definido um plano de como serão realizado os cortes de água, contudo, sabe-se apenas que cinco dias a água terá o abastecimento interrompido, valendo-se apenas de dois dias de fornecimento.