A falta de saneamento básico é uma realidade presente, que prejudica em longo prazo toda população. Poucas pessoas sabem como funciona o esgoto, apesar do seu tratamento ser necessário para a saúde de todos. O processo para tratar consiste na retirada dos lixos e impurezas das águas utilizadas nas residências para o despejo no rio.

Menos da metade dos municípios brasileiros contam com rede de esgoto, de acordo com o último censo realizado em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2010, a Foz do Brasil firmou contrato com a Prefeitura de Blumenau e hoje a coleta já alcança 30% da população.

Publicidade
Publicidade

Antes disso, apenas 4,8% do esgoto era tratado. De acordo com o gerente de obras da Foz, Cléber Silva, o impacto no trânsito é a principal dificuldade para o número aumentar. Mesmo assim, já existem expectativas: “Não temos como estipular uma data, mas acredito que até 2030, 100% da população esteja com o esgoto tratado”, declara. 

Os rios e nascentes poluídos comprometem a qualidade da água que chega até as residências, refletindo assim na vida das pessoas e na saúde. A falta desse recurso tão essencial acarreta muitas dificuldades, que deixam a população desprevenida. Em Blumenau o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Samae) é responsável por tratar a água da cidade que possui quatro estações que produzem cerca de 71 milhões de litros de água por dia. Para que a qualidade da água evolua o tratamento de esgoto também precisa aumentar. 

Para que o sistema de tratamento de esgoto funcione, o morador precisa fazer a ligação de sua casa à rede.

Publicidade

As soluções no longo prazo e o fato de a cidade ser suscetível a alagamentos complementam as dificuldades enfrentadas em Blumenau. A gerente da Vigilância Epidemiológica da Prefeitura, Ivonete dos Santos, explica que em épocas de enchentes também há registro de que os casos de leptospirose aumentam devido a contaminações. Isto demonstra a importância de um sistema funcional de esgoto que, por enquanto, avança em passos lentos, longe de livrar o rio e a população da sujeira produzida por ela mesma.