Um dos grandes obstáculos que os brasileiros – principalmente os que moram na região sudeste do país – enfrentarão em 2015 é a questão da falta de água. A crise hídrica vivida por São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e, mais recentemente, Espirito Santo deverá impactar diretamente no preço de outras coisas essenciais para a sobrevivência humana, como alimentação e energia elétrica.

Em São Paulo, por exemplo, a crise é tamanha que os principais reservatórios da metrópole operam abaixo de 20% de sua capacidade, como é o caso do Sistema Cantareira. E os problemas estão longe de acabar, isso porque as chuvas que caem na cidade, apesar de deixar bairros inteiros alagados, não são suficientes para começar a restabelecer o nível das represas.

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Mas o fantasma da falta de água que assombra a vida dos brasileiros não é novidade em outras partes do mundo. Veja abaixo algumas das soluções adotadas por metrópoles espalhadas pelo mundo que convivem com pouca água. Veja:

Dubai – Emirados Árabes

Uma das cidades mais luxuosas do mundo, Dubai, fica às margens do Golfo Pérsico. A cidade, que é conhecida pelos seus imponentes arranha-céus e pela ostentação de seus moradores que não poupam dinheiro na hora de comprar carros, joias, entre outros artigos, sofre com altas temperaturas, tem clima de deserto e é alvo de poucas chuvas. Uma das soluções encontradas pelo governo local para fornecer água para à sua população e também para irrigar plantações foi a dessalinização, processo altamente custoso em relação a outros como o tratamento de água de esgoto para reuso, que consiste em retirar sais minerais da água dos oceanos.

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Cidade do México - México

Outra cidade que sofre com altas temperaturas e com a falta de chuvas é a capital do México, a Cidade do México. A metrópole tem 8,8 milhões de habitantes e enfrenta problemas com abastecimento por conta da grande concentração populacional que favorece a poluição, o esgotamento de rios e tratamento indevido da água devolvida ao solo. Para tentar driblar essa situação, o governo local investe pesado em aquíferos, reservatórios subterrâneos de água formados por rochas com características porosas e permeáveis, que retêm a água das chuvas - que se infiltra pelo solo - e a transmitem, sob a ação de um diferencial de pressão hidrostática, para que, aos poucos, abasteça rios e poços artesianos.

Califórnia – Estados Unidos

O estado da Califórnia, localizado na costa oeste dos Estados Unidos, enfrenta pelo terceiro ano sua pior seca em um século. Para amenizar os impactos causados pela falta de água e obrigar a população a poupar o máximo possível, o governo local decidiu aplicar multa de US$ 500 (cerca de R$ 1.300, em conversão direta) a quem for flagrado usando água potável para lavar calçada, carros e regar jardins.

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Para esse fim, no entanto, é permitido o uso de água das chuvas ou de reuso.

Albuquerque – Estados Unidos

Outra região dos Estados Unidos que é assolada com a seca é Albuquerque. A cidade, localizada no sudoeste do país norte-americano, sofre há cinco anos seguidos pela falta de água e um dos setores que mais se prejudicou com isso foi a agricultura. Para contornar temporariamente essa situação, os agricultores estão usando águas subterrâneas, além de trocar cultivos de plantas menos rentáveis, como o algodão, por outras mais lucrativas, como a noz.

Israel

Localizado no Oriente Médio, ao longo da costa oriental do Mar Mediterrâneo, Israel é um dos países que mais sofre com a falta de água do mundo. Anualmente, o país fica nove meses sem água e, além disso, recebe menos chuvas que o semiárido brasileiro, por exemplo. Mas, apesar disso, a população não costuma a ficar sem água,  porque o governo local investe no processo de dessalinização da água do mar e no tratamento da água do esgoto – cerca de 90% da água suja produzida pela população é tratada e utilizada para irrigar plantações. #Natureza