Aproveitando a "onda" do momento, ou a falta de ondas, por razão da crise hídrica no sudeste do país, fala-se muito sobre o aproveitamento de água da chuva. Talvez pelo tema estar ativo na mídia a maioria das pessoas está ciente do uso da água da chuva para atividades rotineiras na lida doméstica.

Diversas são as receitas de sistemas de captação e armazenagem da água da chuva, sejam por dutos forçados para tonéis, calhas para caixas de água com torneiras, cisternas subterrâneas e diferentes outras formas, todas com o mesmo objetivo: aproveitar a água da chuva.

Na nossa capital, Porto Alegre, existe legislação específica para o assunto.

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A Lei 10.506/2008 que institui o "Programa de Conservação, Uso Racional e Reaproveitamento das Águas" regulamentada pelo decreto 16.305/2009. Trata além de diversas ações de sensibilização da população para o tema, obriga as edificações a criarem sistemas de aproveitamento de água sejam elas da chuva (pluvial) ou servidas.

A Lei prevê que o sistema de reaproveitamento das águas seja feito para todas as edificações residências, comercias e industriais, porém nem sempre é verificada esta exigência por parte dos órgãos fiscalizadores.

Esta obrigatoriedade da lei demanda de investimento dos empreendedores, porém representará uma enorme economia aos moradores futuros.

Em condomínios já estabelecidos, é sim possível, desenvolver um sistema de aproveitamento da água da chuva. Felizmente com projetos criativos de biólogos, engenheiros e arquitetos preocupados com sustentabilidade, pode-se encontrar soluções criativas para auxiliar nesta situação.

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Todos os projetos de aproveitamento da água serão moldados a realidade e disponibilidade do condomínio. Os valores para o projeto e execução serão variáveis, mas é pertinente lembrar que os custos em economia de água serão significativos e irá reverter o valor investido em poucos anos até em alguns meses.

Os projetos são relativamente simples, porém há necessidade de serem realizados cálculos de volume da água a ser armazenada, volume de chuvas para a região, estrutura do equipamento utilizado, sistema de filtração da água, sistema de fuga para o excesso de água e cuidados com vetores de doenças (mosquito da dengue, baratas).

Em muitas situações as pessoas argumentam que não há como fazer uma adaptação no sistema hidráulico existente ou criar uma alternativa. Certamente criar todo um sistema novo é inviável, mas é possível sim, criar pontos dessa nova rede de água em locais de uso público, assim tendo uma alternativa sustentável e economicamente viável. #Natureza

Projetar o aproveitamento de água da chuva é uma atitude economicamente viável, um investimento que terá retorno ao condomínio e uma visão de cidadãos de primeiro mundo que pensam e tomam atitudes inovadoras.