É a maior enchente da história do Acre. No dia 22 de fevereiro, chuvas intensas fizeram com que o rio Acre superasse os 14 metros da cota de transbordamento na capital. Desde então, a cidade do Rio Branco tem estado debaixo de água. Os 17,96 metros de alagamento registrados na semana passada bateram os recordes de 1997 e 2012, que eram de 17,66 e 17,64 metros, respectivamente. Passada a fase crítica, o momento é de balanço. A presidente Dilma Rousseff ia viajar para o Acre nesta quarta-feira (11), mas o governador do estado, Tião Viana, já anunciou o adiamento dessa visita de solidariedade para sexta-feira (13).

Os estragos são incalculáveis.

Publicidade
Publicidade

Só em Rio Branco, são 53 bairros atingidos, ou seja, mais de 900 ruas afetadas pelas enchentes, estimando-se que aproximadamente 25 mil edificações tenham sido inundadas. De acordo com a Defesa Civil, mais de 3 mil famílias ou aproximadamente 11 mil pessoas estão alojadas em 26 abrigos públicos. Cerca de 4.500 hectares, distribuídos por 40 áreas rurais, ficaram igualmente submersos, comprometendo as produções agrícolas. Se ainda havia empresários tentando se recuperar dos prejuízos das cheias de 2012, esta de 2015 já tem estimadas perdas de 30 milhões de reais.

Mas as áreas afetadas não se restringem à capital Rio Branco. O Ministério da Integração Nacional reconheceu estado de calamidade pública ao município de Xapuri, localizado também no Vale do Acre, às margens do rio Acre. Em Xapuri, a 188 km de Rio Branco, um dos estragos mais visíveis foi constatado no Hospital Dr.

Publicidade

Epaminondas Jácome, quase totalmente submerso pela enchente, comprometendo setores importantes como a central de esterilização e equipamentos de raio-x, lavanderia, entre outros. Capixaba, Porto Acre e Sena Madureira são outras cidades em situação de emergência.

Atualmente, o nível do rio Acre registra 16,44 metros. A expectativa é que já seja possível preparar operações de limpeza e desobstrução das ruas para que as famílias possam regressar a suas casas. Será uma megaoperação que envolverá as prefeituras, com o apoio dos governos estadual e federal. Contudo, as previsões meteorológicas dos próximos dias são preocupantes. O município de Boca do Acre, no Amazonas, deverá conhecer a maior cheia dos últimos dez anos, provocando um aumento do nível da água do rio Acre na capital, novamente acima dos 17 metros. É com esta dúvida que a presidente Dilma prepara a sua viagem ao estado. #Natureza