Implementada no Distrito Federal no ano passado, a coleta seletiva comemora um ano de atuação sem grandes resultados. A meta era recolher 10 mil toneladas por mês de materiais recicláveis, porém, a coleta recolhe apenas 6,9 mil toneladas mensalmente. O fracasso do projeto possui dois lados, entre população e #Governo.

O DF foi dividido em quatro lotes e área rural, com o objetivo de facilitar a coleta e o levantamento de dados e informações. O lote 1, que engloba as cidades de Brasília (Asa Norte e Sul), Guará, Cruzeiro, Sudoeste, Octogonal, SIG e SIA, foi o único a obter resultados significativos, ultrapassando em 2% a meta do governo. Essas cidades juntas recolheram 1,89 mil toneladas por mês de lixo reciclável.

A área rural também teve um resultado expressivo. A região atingiu 93% da meta, recolhendo mensalmente 465 toneladas. As cidades da Candangolândia, Park Way, Núcleo Bandeirante, Gama, Samambaia, Santa Maria, Recanto das Emas, Riacho Fundo I e II, que integram o lote 2, obtiveram o pior resultado, 32%. O percentual representa o recolhimento de 479 toneladas, muito abaixo dos 1,52 mil esperado pelo governo.

O lote 4 é composto pelas cidades de Taguatinga, Brazlândia, Ceilândia, Águas Claras e Vicente Pires. Juntamente com o lote 3, composto pelas demais regiões do Distrito Federal, recolheram 1,69 mil toneladas, sendo que era esperado pelo governo a coleta de 2,8 mil toneladas por mês.

A diretora-geral do SLU (Serviço de Limpeza Urbana), Kátia Campos, avalia que houve uma divulgação insuficiente por parte do governo. Para ela, era necessário uma política de conscientização mais eficiente e constante, afinal, a coleta seletiva é uma mudança cultural. No início do programa houve uma divulgação, porém, segundo a diretora do SLU, "não foi permanente, pelo contrário, foi insuficiente".

A população também se tornou parte dos resultados ineficientes. O descarte inadequado do material é outro importante fator que dificulta a ação dos catadores. O material muitas vezes vem junto com o lixo orgânico ou não é descartado de forma correta, fazendo com que 70% do material coletado vire rejeito. Misturado ao lixo comum, o trabalho dos catadores torna-se mais demorado e trabalhoso. Kátia Campos, lembra que é importante avaliar os pontos positivos e negativos para tomar as medidas necessárias para melhorar a ação da coleta seletiva nas cidades.