A falta das chuvas e da água dentro de casa na região sudeste não são nenhuma novidade. A seca enfrentada por milhões é creditada desde ao uso exagerado da água, às más políticas públicas, e, é claro, ao desmatamento. Segundo muitos ambientalistas boa parte das gotas que caem do céu de todo o Brasil são produzidas pela biodiversidade da floresta Amazônica.

Enquanto a dona de casa vê suas torneiras secarem, o corte de árvores não para na maior região de mata do mundo. Segundo o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia, o Imazon, em um ano houve um aumento de incríveis 282% das áreas devastadas. O monitoramento leva em conta o comparativo entre os meses de fevereiro de 2014 e o mesmo mês deste ano.

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Dados alarmantes na Amazônia podem prejudicar todo o país

A maior parte dos cortes acontecerem em regiões particulares, onde grandes latifundiários ganham milhões com a matança. O comércio vai desde a venda da madeira para a fabricação de móveis até a criação de gado. Nos últimos seis meses, por exemplo, 1.702 quilômetros quadrados de verde deixarem de existir.

A verificação é feita pelo Sistema de Alerta de Desmatamento, o SAD. A tecnologia monitora por satélite o desenvolvimento das queimadas e do aumento do cinza na floresta. O sistema é tão avançado que os pesquisadores podem, inclusive, fazer uma análise em tempo real. O estado onde a situação é mais agravante é o Mato Grosso, no Centro Oeste. Apenas lá, houve um desmanche de 595 quilômetros quadrados de biodiversidade.

Ambientalistas alertam que o coração do Brasil é a Amazônia e que a não manutenção do verde prejudica do morador ribeirinho até o executivo do escritório paulistano.

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Expectativa é que desmatamento continue crescendo

Segundo Marcelo Justino, pesquisador do Imazon, os dados não são nada favoráveis e apontam uma situação cada vez mais acentuada e agravante nos próximos meses. "Se nada for feito em poucos anos a gente pode não saber mais direito o que um dia foi uma floresta. Gerações inteiras podem ser prejudicadas, não só aqui, mas no mundo inteiro", afirmou o pesquisador.

O sistema da pesquisa, no entanto, informa que os dados divulgados podem ser bem piores. O monitoramento só é feito em regiões de mais de dez hectares de mata. #Natureza #Governo