Com o crescimento da população mundial, um dos maiores problemas que deve ser enfrentado futuramente será a falta de espaço para enterrar os mortos. Além do problema físico, há também os impactos ambientais causados por isso, já que a decomposição dos corpos pode gerar contaminações no solo, atingindo as camadas da água subterrâneas. Pensando em um forma de resolver todos os problemas de uma única vez, dois designers italianos propuseram recentemente um projeto que seria a salvação paras estes problemas.

Capsula Mundi

A ideia da dupla italiana Anna Citelli e Raoul Bretzel é enterrar as pessoas em cápsulas confeccionadas por um material polimérico biodegradável (uma espécie de casulo).

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Logo acima do corpo enterrado, seria plantada uma muda de árvore, esta da escolha do próprio indivíduo ou da família. Como o corpo humano ainda contém alguns nutrientes mesmo após a morte, serviria de fertilizante para os vegetais, de forma que sua decomposição não impactasse de forma significativa o ambiente, pois seria convertida em matéria para a planta. Já o material da cápsula seria degradado com o passar do tempo, sem causar qualquer tipo de dano ambiental.

A árvore plantada substituiria as lápides, comuns nos cemitérios de hoje, e estas novas formas de vida cresceriam, sendo as lembranças da pessoa ali enterrada. No lugar de cemitérios, a ideia é que no futuro existam florestas. Além dos benefícios ambientais citados, outro seria a oportunidade de ter uma nova árvore no mundo, ao invés de ter uma derrubada para a criação de caixões ou mesmo para obtenção de espaço para instalar os cemitérios.

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Projeto pode não vingar

Na Itália, como na maioria dos países, as leis não permitem enterros que fujam dos tradicionais. Por questões religiosas, muitos certamente irão se opor a tal ideia, o que faz com que o Capsula Mundi possa nunca sair do papel. Outro problema deste projeto seria a manutenção das árvores, como poda ou eventuais danos por acontecimentos naturais, já que muitas famílias podem não ser tão sentimentais para cuidar das plantas como cuidariam da pessoa que a ajudou a crescer.

No momento, as melhores opções parecem estar na construção de cemitérios verticais, similares ao de Santos/SP, que entrou para o livro dos recordes por seus 14 andares e mais de 14.000 espaços disponíveis. No mundo, estima-se que 55 milhões de pessoas morram por ano, e isso preocupa, já que o número tende a crescer, e medidas devem ser pensadas deste já para não comprometer o futuro. #Natureza