Espécies exóticas com caráter invasor são plantas alóctones (não nativas) que causam sérios prejuízos ambientais e econômicos por todo o mundo. Dentre estas espécies destacam-se espécies de Angiospermas das famílias: Asteraceae, Fabaceae, Poaceae, Solanaceae e Rosaceae, que quando abandonadas ou deixadas de serem manejadas, encontram na maioria das vezes condições favoráveis ao seu desenvolvimento em áreas degradadas ou com certo grau de degradação.

Muitos países investem pesado em projetos de pesquisa, enquanto Centros de Pesquisa buscam cada vez mais por pesquisadores de diferentes linhas de pesquisa, ambos com o intuito de buscar medidas de controle à invasão biológica.

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Alguns países, como o Brasil, buscam entender o processo em si, sendo seus estudos, muitas vezes, ainda de caráter descritivo e inicial. Outros, como Portugal, já tratam de métodos mais avançados nas áreas de biologia molecular e mapeamento de espécies.

Essas plantas são transportadas do seu habitat natural para outros locais com os mais diversos objetivos, sendo a aplicação na ornamentação de parques, jardins e pequenas propriedades rurais um deles. O homem, por sua vez, é o principal responsável pelo transporte e disseminação dessas espécies. Contudo, quando não manejadas corretamente passam a dispersadas também pelo vento, animais e insetos. Quando não controladas, estas espécies possuem a características de se desenvolverem muito rapidamente nos novos ambientes, tornando-se verdadeiras invasoras, alterando o ambiente em benefício próprio e inibindo a regeneração natural das espécies nativas.

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Dentre estas, as que possuem caráter invasor extremamente agressivo, destaca-se Cryptostegia madagascariensis Bojer ex Decne. que, atualmente, provoca sérios danos as populações de plantas nativas no Nordeste brasileiro.

No Estado do Ceará, Brasil, esta espécie invasora já superou barreiras geográficas, bióticas e abióticas e seu controle. Atualmente, é um dos principais desafios dos centros de investigação locais. Segundo diversos investigadores, ela ocupa densa áreas, ocorrendo de forma destrutiva e desenfreada sobre a vegetação nativa, particularmente nas conhecidas Florestas de Carnaúba (Copernicia prunifera (Miller) H. E. Moore) ameaçando assim a principal fonte de renda de produtores rurais regionais que é a cera da carnaubeira.

Dentre os principais impactos negativos da invasão biológica destacam-se: (1) impactos econômicos elevados em diversos setores da economia regional, nacional e mundial. Quer ao nível de produção, quer na aplicação de ações e medidas de controle de áreas e ecossistemas impactados (estima-se que a União Europeia gasta cerca de R$ 32 bilhões em investimentos voltados ao controle e busca de novos conhecimentos relacionados a invasão biológica; (2) Impactos na saúde pública, quando as espécies são vetores de determinadas pragas e/ou são causadoras de doenças; (3) diminuição da disponibilidade de água em diversos cursos de água, no caso de áreas com densas populações de espécies exóticas de elevada exigência hídrica, como é o caso de áreas ocupadas por Prosopis juliflora (SW.) DC.

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(conhecida vulgarmente por Algaroba), nos Estados da Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte, Brasil; e (4) impactos diretos na biodiversidade, nos ciclos biogeoquímicos, na fertilidade do solo e na comunidade microbiana (Fungos micorrízicos, fungos patogênicos, bactérias fixadoras de nitrogênio, nematoides e leveduras).