Enquanto você dorme, não necessariamente o sono dos justos, algumas outras pessoas, em laboratórios, tentam lutar contra a progressiva falência dos recursos não renováveis de um mundo em crise energética.

A culpa parece ser mais do consumismo desvairado, da cultura da abundância, do que do planeta, quem sabe não previsto para suportar gastos de energia tão grandes como os que podem ser observados na atualidade.

A universidade de Stanford anuncia uma nova abordagem inovadora para que seu parque instalado se transforme em um dos estabelecimentos universitários mais eficientes do mundo (para não esquecer a velha cultura da competição) em termos de reaproveitamento de energia e proteção aos recursos do planeta, que alguns consideram mais para marrom do que para azul, como era no tempo do rock and roll (já mais de cinquenta anos se vão perdidos no tempo).

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O novo sistema bolado por seus cientistas nerds (olhando para o lado bom do termo e não de forma depreciativa) incorpora a energia solar para eletricidade, combinado com a recuperação de calor. Desta forma a universidade se revela a primeira a cumprir as metas de redução de emissão de gases com efeito estufa. Assim a universidade supera em muito as metas colocadas no marco da Califórnia AB Act 32, estabelecido nos idos de 2006, no qual foram estabelecidas metas a serem atingidas, o que a Stanford consegue agora, quase uma década depois. Antes tarde do que nunca e espera-se que o trem que levará todos para longe do desastre ainda não tenha passado na estação.

Com o novo sistema as emissões de gases de efeito estufa é reduzida em 68% e o consumo de combustível fóssil em 65%. O resultado será repassado para organizações, serviços públicos e governos.

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Sua estação de geração solar irá fornecer 65% de toda a energia exigida para o funcionamento do campus. O aquecimento e refrigeração do campus está totalmente atendido, com o uso do calor produzido. Um comparativo montado para facilitar a compreensão da extensão do benefício aponta que a economia produzida equivale a retirar 32 mil carros de circulação, o que destaca a importância do resultado obtido. Com ufanismo seu presidente John Henessy declara: "nos acreditamos que este sistema pode ser um modelo para os outros igualmente preocupados com a redução das emissões de gases que provocam o efeito estufa. Sua construção recentemente concluída teve início em 2012.

O recente acordo feito com a SunPower prevê a construção de uma central solar de cerca de 300 acres na Califórnia, uma fazenda solar que irá trazer grande economia. Ela somente deverá entrar em pleno funcionamento ao final de 2016, mas seus resultados já podem ser estimados e trazem grandes índices de redução. A "eletricidade verde" ganha seu lugar ao sol em uma das maiores universidades americanas. Quem não sabe não seja a hora de enviar alguns estagiários até lá. Bons exemplos devem ser copiados. #Inovação #Curiosidades