Um assassinato cruel foi cometido. O que é mais lamentável e vem sendo condenado por grande parte da opinião pública mundial é que não foi praticado por nenhum foragido da lei ou terrorista, mas por um cidadão com nível superior de escolaridade de uma nação desenvolvida como os EUA contra um indefeso. A pessoa atravessou o oceano Atlântico oriundo da cidade americana de Minnesota e pratica um crime cruel no continente africano, mais especificamente em Zimbábue. Quem é esta pessoa, qual o seu histórico, profissão secular, o que ele fez de tão grave para gerar toda esta comoção?

Em julho agora, Cecil o leão, um dos #Animais mais famosos dos parques nacionais do Zimbábue, foi ferido mortalmente por Walter James Palmer, um dentista norte-americano que pagou 55.000 dólares por uma licença de caça antes de disparar contra o leão de 13 anos de idade.

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O que é pior, o caçador com 2 guias, teria atraído com uma isca, Cecil para fora do Parque Nacional Hwange, pois no local é ilegal matar animais selvagens a noite (para isto, o dentista teria pago 50.000 dólares de propina aos guias). Cecil foi atingido com um arco e flecha e agonizou ainda por 40 horas, quando os três homens o localizaram e deram cabo da vida dele com um tiro de rifle. Após isto, o animal foi decapitado e teve a sua pele arrancada.

Cecil há cerca de três anos e meio atrás, quando tinha 10 anos, foi expulso por leões mais jovens de seu habitat. Entretanto, este não era o fim de Cecil, pois ele se uniu com outro macho solitário chamado Jericó e ambos conseguiram recuperar o controle da região reconquistando 3 leoas e 7 filhotes com menos de sete meses de idade. A morte de Cecil representa também o fim do reinado de Jericó e a morte dos filhotes, pois um único leão mais velho sozinho não conseguirá defender os filhotinhos dos outros machos que costumam praticar o infanticídio.

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O dentista de Minnesota, vem recebendo muitas críticas na mídia e redes sociais pela caçada sem sentido. O mesmo disse na última terça-feira, que havia contratado guias profissionais para a caçada - "que eu saiba, tudo sobre esta viagem foi legal e devidamente tratado e conduzido... paguei aos caçadores zimbabuenses para serem meus guias”, afirmou num comunicado oficial. Por outro lado, o passado de Palmer já o condena previamente, uma vez que em 2008, ele se declarou culpado de mentir a um agente da vida selvagem dos EUA sobre um urso preto que ele matou em Wisconsin 2 anos antes. Palmer foi acusado de matar o animal fora da área permitida e depois transportou o cadáver de volta para a área aprovada, para as autoridades pensarem enganosamente de que ele foi morto lá. O caçador foi condenado a um ano de liberdade condicional e multado em 2.938 dólares.

Os restos mortais de Cecil foram recolhidas como provas na investigação que está sendo realizada. Uma vez condenados, os dois africanos serão obrigados a pagar 20.000 dólares em compensação, mas o tribunal pode impor uma pena de prisão adicional.

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As investigações revelam ainda que a morte de Cecil era ilegal porque o proprietário do terreno não declarou ter leões em sua cota de caça para 2015, como assim determina O Departamento de Parques e Vida Selvagem do Zimbábue. Quanto ao americano, ele disse não ter sido notificado nem por autoridades africanas e muito menos pelos EUA. Cidadãos e Sociedades Protetoras de Animais clamam por #JustiçaA pergunta que fica é: não é que mundo os filhos dos humanos herdarão, mas sim, que filhos, os humanos deixarão para o planeta? #Natureza