O aumento das tarifas de energia elétrica no Brasil pode ser uma alavanca potente para que a utilização de energias renováveis venha a ser adotada por pessoas que ainda resistem e vivem a cultura da fartura, que aos poucos se distancia mais e mais da realidade do dia-a-dia.

A Eletropaulo, concessionária paulista, divulgou em 2 de março de 2015 novos valores de tarifa aprovados pela AEEL - Agencia Nacional de Energia Elétrica. Ela vigora para todas as distribuidoras do país. Ainda que as pessoas demorassem a entender o efeito, ele começa a aparecer agora no mês de junho. As contas de luz chegaram a dobrar o valor cobrado.

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O fato surpreendeu até pessoas que iniciaram, ainda que de forma tímida, ações de economia.

Três fatores são apontados como uma cortina de fumaça para esconder a má administração:

· Aumento do curso de geração de energia hidrelétrica para todas as distribuidoras;

· Acionamento de usinas termoelétricas, de maior custo;

· Baixo nível de água dos reservatórios das usinas.

O aumento médio divulgado indicaria que as tarifas sofreriam reajustes de até um terço do valor da conta de luz. Quem pagava, por exemplo, 200 reais passaria a pagar 260 reais. O recebimento de contas com valores superiores a 400 reais pegou muitas pessoas de surpresa. De nada adiantou ligar para os órgãos de proteção ao consumidor ou entrar na longa fila de reclamações que foram pessoalmente a estas localidades.

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A questão das bandeiras (verde, amarela ou vermelha) estipuladas de acordo com condições climáticas desfavoráveis foi colocada como responsável por este aumento. É preciso observar se você não está em uma faixa de consumo superior a 200 kWh, que aumenta a alíquota de ICMS para 25%, impactando ainda mais o valor da conta.

A obtenção de energias renováveis se torna uma alternativa viável. Entram na ordem do dia:

· Criação de poços artesianos;

· Captação de vento para geração de energia;

· Colocação de placas para captação da energia solar;

· Economia de gasto com troca da iluminação por dispositivos mais econômicos e que somente funcionem na presença de pessoas no ambiente.

Estas são algumas das medidas possíveis. Fica o alerta que, se você não colaborar com nenhuma delas, poderá ser ainda mais penalizado pelo alto consumo. A qualquer momento ele poderá ser sobretaxado.

Quando o Estado não resolve, cabe a cada consumidor olhar para o seu próprio consumo e verificar que muito do que hoje é gasto, pode ser diminuído com medidas simples e de colaboração que abandonam a cultura da fartura em benefício de uma cultura voltada para economia de recursos. A recomendação é economizar, ou ceder a slogans que representam lugares comuns do tipo: "sabendo usar não vai faltar". #Natureza