Na tarde de 05/11 aconteceu o trágico rompimento de 2 barragens da mineradora Samarco, na região de Bento Rodrigues, na cidade de Mariana, que ocupa o centro do Estado de Minas Gerais. A mineradora produz pelotas de minério de ferro e exporta para as indústrias de siderurgia em âmbito mundial. Infelizmente essa proporção gigantesca de produção e ações comerciais foi acompanhada de mortes e destruição conforme os quartéis dos Corpos de Bombeiros das localidades próximas que auxiliaram no salvamento de indivíduos soterrados e pessoas que ficaram completamente isoladas. 

A lama proveniente das barragens mineiras causou o maior desastre ambiental da história do Brasil com danos gravíssimos para a flora e a fauna do Rio Doce, já no Estado do Espírito Santo.

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Por exemplo, na pequena vila de Regência, na cidade de Linhares, o renomado Projeto Tamar, que tem como uma das suas atividades, pesquisar e proteger as tartarugas iniciou em 07/11 a remoção dos ninhos das mesmas, vizinhos a foz do Rio Doce. 

"Providenciamos a transferência dos ninhos das tartarugas para locais mais distantes da foz e que por sua vez, são mais seguros, ou seja, a foz é um berçário e criadouros de tartarugas, bem como de outros animais e com a elevada quantidade de lama repleta de metais pesados, é um perigo enorme para esses seres vivos”, atestou o coordenador nacional do Projeto Tamar, João Carlos Joca Thomé. 

O Projeto Tamar desenvolveu estudos e pesquisas ao longo da linha de tempo e hoje se sabe que a foz do Rio Doce é muito imprescindível na localização massiva da tartaruga gigante para desovas.

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Uma outra medida de prevenção dessa equipe, além do monitoramento de tudo o que está acontecendo em conjunto com o Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema), é o auxílio direto a Prefeitura de Linhares, no sentido de alargar a boca da barra do rio e assim, a lama poder chegar mais rápida ao oceano Atlântico, onde sofrerá maior diluição.

Com a abertura sendo arquitetada para os próximos dias, ainda na 1.ª quinzena de novembro, o Projeto Tamar sinaliza que a possibilidade da vila ser inundada ou de sofrer corte no abastecimento de água não existe, uma vez a região fica no alto. O mais triste de tudo isso, é que as providências para se atenuar a situação têm sido morosas; existe o abalo emocional da sociedade pública com a perda de vidas humanas inocentes e o prejuízo ambiental é no mínimo incalculável até o momento, onde o lindo e precioso Rio Doce poderá levar mais de 30 anos para se recuperar. E agora?! #Natureza #Animais #Crise no Brasil