O trabalho de pesquisadores e voluntários acontece já há quatro anos, através da Associação de Meio Ambiente, Cultura e Justiça Social (AMJUS). Mais de 60 mil filhotes de tartarugas já foram registrados e entregues ao mar pelos agentes do projeto durante esse tempo, numa faixa de 25 quilômetros, em São Miguel do Gostoso. A cidade é conhecida pelas suas belezas naturais, localizada no litoral norte do Rio Grande do Norte.

O projeto denominado 'Gostoso #Natureza' é uma iniciativa de protagonismo de jovens e profissionais da própria comunidade, que, além da preocupação com os diversos espaços naturais visando a promoção do meio ambiente sustentável, é especialmente voltado para ações de conservação de duas espécies de tartarugas marinhas, a tartaruga­ verde (Chelonia mydas) e a tartaruga de pente (Eretmochelys imbricata).

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Ambas estão classificadas como em "Em perigo" na Lista Vermelha da International Union for Conservation of Nature (IUCN), em Status Internacional, e, no Brasil, classificadas como "Em perigo" pela Avaliação do Estado de Conservação, elaborada para estas espécies, segundo a bióloga Maria Lucivânia Menezes Silva.

O local de realização desse projeto é o ambiente costeiro de São Miguel do Gostoso, área de alimentação e desovas dessas duas espécies. As ações do projeto são voltadas principalmente ao monitoramento reprodutivo das tartarugas e atividade de educação ambiental, inclusive, com atividades transversais como de musicalidade para crianças.

Segundo Acássio Melo, um dos monitores, “o monitoramento é realizado diariamente pelos agentes voluntários da AMJUS em toda extensão da orla. Quando os ninhos são encontrados, recebem um número de registro, uma bandeirinha amarela com a inscrição ‘Atenção! Desova de Tartarugas’, e estes ninhos são acompanhados pelas equipes até o seu nascimento, que ocorre em torno de 60 dias, numa temporada de 7 meses por ano”.

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Atualmente, com a extensão necessária pelas demandas crescentes do projeto e, principalmente, pela referência na região de ações de conservação de espécies, de forma que já há uma busca por escolas e universidades, a AMJUS busca apoio principalmente financeiro para a manutenção das ações de conservação das espécies em risco de extinção. “Hoje temos dificuldades de adquirir materiais, fazer manutenção de veículos para os atendimentos de emergência e mesmo para materiais básicos para educação ambiental”, explica Renny Castro.

A AMJUS

A AMJUS é uma entidade sem fins lucrativos, existente há sete anos. Ela foi fundada por iniciativa de jovens e profissionais da própria comunidade e que, já vivendo o sentimento de participação e cidadania através de outras diversas ações e projetos sociais, quiseram se fortalecer institucionalizando a ONG em janeiro do ano de 2009.

Hoje a ONG é referência na região pelos relevantes serviços prestados à comunidade, tendo como principal forma de comunicação e interação a fanpage no endereço www.facebook.com/amjusoficial, através da qual recebe comunicação da população em geral, quando de ocorrência de tartarugas, iniciativas de voluntários e ações voltadas aos cuidados com o ambiente costeiro marinho.

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#Animais #Sustentabilidade