A barragem de Fundão que se rompeu em novembro do ano passado deixando um rastro de destruição, deixou hoje quarta-feira (27) a Defesa Civil e a Polícia Militar em estado de alerta e tiveram que mandar equipes com urgência para Mariana (MG), para averiguar as condições da barragem, que apresentou um novo vazamento no início dessa tarde. Com o desastre do ano passado, foi deixado um rastro de destruição ambiental ainda incalculável, fora 17 mortes e dois desparecidos. 

A Defesa Civil anunciou que por volta das 12h houve uma agitação no volume do material que restou na barragem de Fundão do vazamento de 2015. Felizmente, segundo a Defesa Civil, a movimentação não chegou a ultrapassar o limite da empresa.

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A Samarco informou que o alerta amarelo é ligado quando é "identificado pequenos desvios na estrutura". No momento, os trabalhadores da mineradora tiveram que ser retirados do local, mas não foi informado quantos no total estavam trabalhando no momento.

O governo de Minas Gerais notificou que encaminhou para Mariana equipes do Núcleo de Emergências Ambientais, como também dos Órgãos de Secretaria de Meio Ambiente e de Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais. Foi informado também pelo governo que as equipes se deslocaram para o local para verificar a situação, contabilizar os efeitos para o meio ambiente e tomar as medidas cabíveis.

Segundo a Defesa Civil, não há vítimas e que a legislação que determina que os trabalhadores tenham que deixar o local foi cumprida. Mas, que o vazamento desses materiais são ainda resíduos do rompimento acontecido em novembro de 2015.

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Foi esclarecido pela Defesa Civil que a situação de emergência ocorre quando em um dado momento é constatado alguma anomalia que resulte na pontuação máxima, que vai a dez pontos no estado de conservação das colunas de sustentação ou em uma situação que haja comprometimento de segurança da estrutura.

A Samarco informou que o volume que se deslocou continua entre a barragem de Fundão e de Santarém e que as barragens de Germano e Santarém estão estáveis e em contínuo monitoramento. E ainda explica que essa movimentação de massa ocorrida na manhã dessa quarta-feira só se deu devido às chuvas que foram constantes na região nas últimas semanas.  #Natureza #Crise