A pluralidade de vida existente no planeta Terra é algo que impressiona desde os cientistas em geral a um mero apreciador da natureza que gosta de contemplar desde os seres maiores e majestosos às pequeninas e intrincadas espécies, mas nem por isso menos importantes na perpetuação da vida.

Um exemplo disto é a siba, que é na realidade um molusco cefalópode com cerca de 30 centímetros de tamanho, que possui 10 tentáculos, todos eles com ventosas, sendo que esse animal produz um líquido de cor negra ao ser atacado ou sentir-se ameaçado, tinta essa denominada de sépia. A título de curiosidade, os ossos de constituição calcária da siba, no passado, eram aproveitados como uma categoria de dentifrício para aguçar os bicos de jovens aves.

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O molusco em questão apresenta a aptidão de alternar a sua cor, camuflando-se ao ponto de ficar praticamente invisível à percepção dos humanos. As sibas se utilizam de mecanismos próprios que as permitem mudar os seus vários padrões de pele de um modo quase que instantâneo, ou seja, fazem isso com bastante rapidez.

A siba se utiliza do projeto inteligente de mudar de cor através dos cromatóforos, que são células diferenciadas encontradas debaixo da pele do molusco. Os cromatóforos podem ser compreendidos como pequenas bolsas repletas de pigmentos coloridos e que são circundadas por uma série de pequeninos músculos. Enfim, por ocasião em que a siba, por algum motivo, precisa camuflar-se, o seu cérebro automaticamente manda um sinal que determina a contração dos pequenos músculos ao redor dos cromatóforos.

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Assim as bolsas que têm dentro de si os pigmentos, iniciam um processo de expansão e o molusco muda velozmente o padrão e a cor da pele.

O objetivo da mudança de cor não serve apenas como camuflagem, mas é utilizado também no ato de comunicação e para impressionar eventuais parceiros por parte do animal.

Na cidade de Bristol, na Inglaterra, engenheiros da universidade local conseguiram criar uma pele artificial de siba, dispondo discos pretos de borracha intercalados a dispositivos pequenos, os quais apresentam a função de serem os músculos da siba. Os cientistas deram uma descarga elétrica na pele sintética e os dispositivos ficaram achatados, expandindo conseqüentemente os discos pretos, o que escureceu e alterou a cor da pele artificial.

“As estruturas macias que a natureza faz tão bem”, que são os músculos da siba, conforme palavras do engenheiro Jonathan Rossiter, detém a chance de levar o homem à produção de confecções que mudariam de tonalidade ou cor em menos de 1 segundo. Ou seja, o próprio Rossiter disse que os humanos poderiam se vestir de roupas originadas na mudança de cor da siba como camuflagem ou somente, por uma simples questão de moda. #Inovação #Animais #Beleza