É preciso reduzir de maneira significativa a presença de plásticos nos oceanos, do contrário haverá mais plástico do que peixes no ano de 2050. O alerta, que tem implicações para o meio ambiente e também a economia, foi dado durante o Fórum Econômico de Davos, realizado em janeiro na Suíça. A conclusão teve como base estudo realizado pela Fundação Ellen MacArthur, idealizada pela velejadora homônima britânica, e o Centro Mckinsey para Negócios e Meio Ambiente, empresa global que reúne consultores e pesquisadores de diversas nacionalidades.

Atualmente, a quantidade de plástico que vai parar nos oceanos de todo o mundo equivale à média de um caminhão de lixo sendo descartado por minuto.

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Já a proporção entre peixes e plásticos era de 5 para 1 em 2014. A taxa, segundo o alerta, será de 3 para 1 em 2025 e de 1 para 1 em 2050, se não forem realizadas ações para modificar o sistema de produção e descarte desses materiais.

Além de ameaça ao ecossistema marinho, o descarte nos oceanos representa prejuízo econômico. De acordo com o mesmo levantamento, “entre US$ 80 bilhões e US$ 120 bilhões (entre 73 bilhões de euros e 109 bilhões de euros) em embalagens de plástico são perdidos anualmente.”

Resolução do problema

Durante o Fórum Econômico de Davos, os participantes defenderam a busca de matérias-primas para substituir o petróleo – material utilizado na produção do plástico – e uma mudança completa das embalagens plásticas, como soluções para o problema.

Na opinião de Martin Stuchtey, integrante do Centro Mckinsey para Negócios e Meio Ambiente, os plásticos são o principal material da economia moderna e possuem atributos importantes.

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Porém, segundo ele, assim que ocorre o descarte, o plástico acaba gerando custos para a indústria. O pesquisador sugere a aplicação da economia circular – conceito no qual tudo o que é produzido retorna ao ciclo de produção, ao invés de ser descartado - para que o produto torne-se valioso novamente.

Em São Paulo, a distribuição gratuita de sacolas plásticas nos supermercados foi proibida em 2015, o que gerou polêmica durante todo o ano. Atualmente, o assunto continua sendo debatido na capital paulista. Em Portugal, na França e no Reino Unido, a intenção também é restringir o uso do material por meio de leis e taxas.­

Consumo consciente

Além do risco do plástico para o ecossistema marinho, a manutenção da vida nos oceanos depende também de consumir os pescados de acordo com as normas ambientais. No Brasil, um pesquisador desenvolveu um aplicativo que auxilia no consumo dos alimentos.

Fonte de energia

Fonte de vida fundamental para o planeta, os oceanos também podem gerar energia elétrica por meio da força das marés, chamada de Maremotriz. A matriz energética faz parte de um conjunto de ações planejadas entre Brasil e Estados Unidos, para gerar energia elétrica com 20% de fontes sustentáveis até 2030. #Sustentabilidade