A bicicleta pode ser a melhor solução para cidades com menos de 500 mil habitantes, pois as distâncias podem ser vencidas com facilidade por estudantes e trabalhadores, economizando o preço superior a R$3,00 de cada passageiro no sistema de transporte urbano baseado em ônibus. A economia gerada no bolso do estudante que frequenta a escola de segunda a sexta-feira, em torno de 44 viagens por mês, ultrapassa R$132,00, considerando a passagem ao valor citado, podendo ultrapassar o dobro disso se houver necessidade de pelo menos quatro viagens ao dia (trabalhador que estuda e estudante que trabalha).

Subsídios pagam para estudantes e trabalhadores

Por outro lado, boa parte dessa população não sabe que a prefeitura paga subsídios às empresas de ônibus para baratear as passagens (no mínimo 25% do valor da passagem de estudantes em Bauru é subsidiada pela prefeitura, de acordo com apresentação no Conselho Municipal de Mobilidade).

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Tais subsídios terminam por se transformar em custos às prefeituras que estão com as finanças apertadas e que agora podem ser argüidas por tais empresas frente ao aumento dos custos de transportes, já que a Petrobras resolveu manter o preço da #Gasolina 22% superior aos seus custos e 36% no caso do Diesel, combustível mais freqüente nos ônibus. Além disso, os subsídios não possuem fonte claramente explicitada, sendo retirada da bolsa comum de receitas da prefeitura, elevando impostos e taxas desnecessariamente por não usuários do sistema.

Pintar o asfalto para carros estacionarem

As ciclofaixas, ao contrário do que deveriam ser, são muitas vezes criadas apenas para fins de lazer, liberando a área que está pintada para a exclusividade da bicicleta para carros estacionarem em quase toda a semana, com exceção do período da manhã do domingo (no caso de Bauru), acarretando um custo desnecessário à cidade, pois, no mesmo período, trechos de uma das mãos da avenida de tais ciclofaixas estão completamente fechadas para lazer.

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Por mais que existam ciclistas que indiquem que tais ciclofaixas são um começo e que são necessárias porque elas avançam para outros trechos de rua que não são interrompidas, é um desperdício pintar a rua para apenas um dia da semana, quando outras ruas, mais arborizadas e mais planas poderiam ser pintadas para uso durante todos os dias da semana, enfatizando e incluindo os horários de lazer, permitindo uma mudança comportamental mais significativas ao bolso do contribuinte e ao Meio Ambiente, com a redução de viagens das linhas de ônibus e redução dos custos primários (diesel, rodagem, pneus e funcionários).

Novo comportamento seria ciclofaixas para trabalhar

A grande mudança é convencer as autoridades que ciclofaixas de trabalho poderiam ser viabilizadas rapidamente somente com a redução do pagamento dos subsídios, criando pelo menos uma ciclovia abrangente, que permita o acesso dos extremos da cidade ao centro e ao distrito industrial, além é claro às principais faculdades e escolas da cidade.

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A chuva não seria um problema, pois é notório o aumento do emplacamento de motos (mais de 44 mil motos emplacadas em Bauru em 2015, segundo reunião do GARAT - Grupo de Ações para a Redução de Acidentes de Transito de Bauru, que inclui Polícia Militar, órgãos municipais e sindimoto) para fugir do preço do combustível, já que o consumo individual das motos é muito menor do que o individual dos quase 83% de veículos emplacados no mesmo ano. Talvez seja o tempo de mudar a política e pintar mais ruas de ciclofaixas e economizar nos subsídios... #Governo #Sustentabilidade