A mãe natureza está ferida de morte e a única maneira de mudar a situação é a atuação do #Comportamento simbólico. No cuidar está o tempo para plantar em família, motivando um novo diálogo, um hábito que quase inexiste, comparado às compras em shoppings e aos almoços em restaurantes. O tratar é um comportamento de acompanhar o crescimento da árvore, do jeito que a mãe cuida e acompanha o filho. Finalmente, o acolher que será o uso da árvore para sombrear carros, pessoas, frutas para animais e pessoas e mudança de temperatura e umidade locais, facilitando o viver.

SEMMA distribui mudas para mães

A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SEMMA), segundo a Secretária Lazara Gazetta, inicia ação pró-dia das mães, liberando mudas do viveiro municipal, para que os munícipes atuem em uma das atividades mais nobres, o plantio de árvores, e a manutenção para obter uma composição estética (agradabilidade visual) e estrutural (manutenção de nascentes e parques para lazer).

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A liberação de mudas tem dois significados importantes: não há a desculpa de preço, pois é doada para plantio em local público, segundo o jornal; depois, as pessoas pobres não estão com muito dinheiro, portanto é um presente para a mãe, porque simboliza o trabalho dela. Não é populismo tampouco, pois na própria Ceagesp de Bauru, entrevistando quatro lojas de plantas nessa quinta, foi verificado que a ideia é inovadora e vem ao interesse dos comerciantes daquela instituição, pois podem comprar, com valores baixos, outras espécies.

Campanha do dia das mães usa o simbólico da natureza

O trabalho da SEMMA não ficou apenas na liberação do viveiro: o principal jornal local (Jornal da Cidade) também publicou nota na primeira página sobre ações ambientais para o dia das mães e endereço e condições de retirada, sobre a iniciativa inovadora da SEMMA/ Bauru-SP.

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Esse movimento para colaborar com a #Natureza deveria também vir acompanhado de movimentos estudantis, escolares e de políticos.

Natureza é mãe

Como um movimento inicial já é um bom começo. É preciso mostrar para a população que as mudanças climáticas são fruto da devastação. Que árvores não sujam. Que raízes só quebram calçadas quando não são adequadamente plantadas. Que quando o motorista quer parar um carro, procura onde tem sombra, mesmo sendo a do vizinho, o qual entende como uma invasão, considerando que todos deveriam ter sua própria árvore. Aliás a lei de zoneamento Baurense exige a plantação de uma árvore na frente de cada lote atual, mas não retroage, causando uma grande seara de concreto e inundações, pois não existem árvores suficientes para segurar as chuvas torrenciais.

Inundações são o principal efeito do corte de árvores

O custo da ausência de árvores é notório em muitas situações indiretas, começando nas inundações de cidades que fecharam rios, desmataram para construir prédios ou avenidas e que amargam o ônus de sistemas para controle de enchentes e de chuvas torrenciais.

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Outro custo vem do aumento do uso dos aparelhos de ar condicionado, que, além de consumir muita energia, aquecem o ambiente ainda mais. Esse último inclui aparelhos em construções e nos carros, diminuindo a eficiência do motor e aumentando o consumo. Ainda de forma indireta, o consumo maior gasta a energia das represas e a importação de combustíveis, gerando perda de receita e aumento de despesas governamentais, e riscos de planos de contingenciamento, aumentando os impostos em água, combustível e luz. Retirando o impeditivo de cobrar a muda, fica a questão de responsabilidade ecológica e créditos de carbono: plante uma árvore e tenha um verão mais fresco, sem gastar. Feliz dia das Mães, Mãe Natureza! #Geraldo Alckmin