Nem todos conhecem a história do italiano nascido em 05/07/1182, cujo nome é Giovanni di Pietro di Bernardone, mas quando se ouve, São Francisco de Assis, os números de conhecedores, admiradores e pessoas que já ouviram falar de Francisco, aumentam vertiginosamente.  São Francisco de Assis é reconhecido pelo seu profundo amor pela natureza e seres vivos em geral, tanto é assim, que em certa ocasião o mesmo disse que “toda a forma de vida é uma manifestação de Deus e está sob os nossos cuidados (dos homens)... Nunca se deve mutilar, destruir ou deixar que destruam estes bens. Vamos amar nossos animais domésticos. Vamos dar aos selvagens a paz que eles têm direito." 

Lamentavelmente, na atualidade, nem todos pensam como esse homem medieval, independente, dele ter sido “santo” ou não.

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Um exemplo negativo clássico é a prática da mutilação que os proprietários de #Cães fazem com os animais sob a desculpa esfarrapada de que algumas raças tornam-se mais “bonitas” por meio de tal prática cruel. 

Tanto é assim que o CRMV-MS - Conselho Regional de Medicina Veterinária - do estado do Mato Grosso do Sul manifestou-se, afirmando que os veterinários e os donos de cães que praticarem a mutilação com propósitos “estéticos” deverão receber punições de acordo com a lei. 

Intervenções cirúrgicas nos animais, tais como: caudectomia (retirada de parte da cauda do animal); cordectomia (ação sobre as cordas vocais do cachorro, principalmente daqueles que habitam nos apartamentos, a fim de não atrapalhar a vizinhança); conchectomia (levantar cirurgicamente a orelha do cão para que esse tenha uma aparência constante de alerta) e onicectomia (extração das unhas de #Gatos), as quais não tiverem uma causa raiz em enfermidades, mas sim estéticas, farão com que os veterinários dessas práticas corram o risco de nunca mais exercer tão nobre profissão. 

Desde o ano de 2008, já existia uma medida proibitiva em relação aos procedimentos cirúrgicos, anteriormente citados, em animais, mas, a partir de junho de 2013, o Conselho Federal de Medicina Veterinária passa a ter o atributo de poder caracterizar como crime a retirada da cauda dos cães, por meio da Resolução legal de n.º 1.027. 

Vale frisar de que as caudas dos animais não são meros elementos de adorno, mas, antes, possuem funções biológicas muito bem definidas, até mesmo porque se constituem em extensões das vértebras das colunas desses seres, tendo inúmeras terminações de nervos importantes. 

Com base nesse conhecimento científico, Karlla Patrícia, que é doutora em zoologia e também bióloga, explica que o rabo ou cauda do animal, entre outros propósitos, serve para diluir o odor próprio de um cão, atuando como um forma de comunicação do animal com outros de sua espécie e ainda é útil ao equilíbrio sensório-motor do mesmo.

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As orelhas caninas, por sua vez, não deveriam ser diminuídas cirurgicamente, já que protegem a cabeça dos bichos dos insetos, sujeiras e até exposição às doenças. 

Não é só a Resolução que visa a proteção dos animais como um todo, mas o artigo 39 da Lei de Crimes Ambientais, frisa que toda espécie de mau-trato, como as mutilações estéticas, é algo criminoso e como todo e qualquer crime, deve ser denunciado pelos cidadãos de bem. #Comportamento