Nada ou quase nada foi feito após o rompimento catastrófico da barragem da Samarco, mineradora no Estado de Minas Gerais. Nem mesmo as vidas humanas perdidas, a morte do rio Doce, a destruição de parte da Mata Atlântica, a matança de milhares de animais, a degradação da vida das populações ribeirinhas e a poluição tóxica de parte do oceano Atlântico, nesse que foi o maior acidente já provocado na #Natureza do Brasil, pareceram sensibilizar os órgãos reguladores e o cumprimento da justiça no país

Por outro lado, será realizada, na cidade italiana de Modica, a exposição denominada “Lágrimas do Rio Doce”, cujas fotos, de Leonardo Merçon, um fotógrafo da natureza, foram registradas após o mesmo ter trilhado 10 cidades mineiras e também do Estado do Espírito, lugares esses banhados pelas agora, águas quase míticas do Rio Doce. 

Por 21 dias, tanto Merçon quanto integrantes do instituto capixaba, conhecido como Instituto Últimos Refúgios, puderam registrar fotos, no mínimo, apocalípticas do assassinato coletivo da flora e da fauna de toda aquela imensa região, além de, como já mencionado, do homicídio de pessoas, sonhos e vidas que por décadas encontravam-se nas cidades dos dois estados brasileiros. 

O fotógrafo em questão fez o que pode ser chamado de uma comparação fotográfica de locais, antes e depois da chegada da lama venenosa da Samarco, onde presenciou a tragédia lenta e agonizante de animais, alguns já mortos e outros que viam as suas vidas fluir em uma luta perdida pela sobrevivência. 

A coletânea das imagens da impunidade, tristeza e descaso das autoridades públicas gera indignação e revolta nas pessoas de bem da sociedade, tanto é assim que estão em exposição no festival de nome Welcome to Paradise (Bem Vindo ao Paraíso) que acontecerá em 05 de junho, na Itália. 

A exposição tem, como principal alvo, apresentar de modo totalmente independente por meio de arquivos digitais (vídeos e fotos), os resultados e conseqüências dessa tragédia sem precedentes no ecossistema como um todo, e nos humanos que povoavam as margens do patrimônio que era o Rio Doce.

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É como se os arquivos dessem vida e direito à fala para todos os menos afortunados ou sem direito a nenhuma representatividade. 

É na capital do Espírito Santo, Vitória, que se localiza o Instituto Últimos Refúgios, que é, na realidade, um grupo sem fins lucrativos, mas que atua com constância e firmeza na tão atual causa do meio-ambiente, despertando os olhares sobre o assunto de que se faz necessário proteger a fauna e flora brasileiras. 

As fotos de Leonardo Merçon através da exposição “Lágrimas do Rio Doce”, sem sombra de dúvidas, são capazes de sensibilizar a qualquer um sobre o #Crime ambiental e que, assim, muitas outras pessoas possam se conscientizar de que o planeta Terra, lar de todas as espécies, precisa de fato, ser preservado e, quem sabe, conhecer um pouco mais do trabalho da Instituição do Espírito Santo.

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#Corrupção