É evidente que tudo se transforma naturalmente e pela ação do homem. Assim sendo é inconcebível um mundo habitado sem que sofra alterações diversas. A questão, no entanto prende-se ao processo "acelerado" dessas transformações, as quais foram intensificadas a partir dos avanços da tecnologia.

As cidades estão cada vez mais congestionadas, concentrando populações numerosas, infraestruturas precárias e acentuada pobreza urbana. Esse é o cenário da maioria das zonas urbanas mundiais, incluindo a cidade de Manaus.

Manaus abriga uma população estimada (2015) de 2.094.391 habitantes e uma densidade demográfica  de 158,06 habitantes por km2, segundo estimativa do IBGE.

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A expansão populacional acelerada e a falta de planejamento urbanos têm sido parcialmente responsáveis pelas perdas ambientais vivenciadas nas últimas décadas: destruição das nascentes, extinção de espécies animais, erosão, alagamentos e alterações climáticas sem precedentes.

Sem deixar de manter um olhar olístico e interdependente, entre tantas carências, surgem algumas prioridades. Trata-se do problema das ocupações irregulares, comuns nas principais cidades brasileiras e cuja raíz vai além da necessidade de moradia por parte da população carente. Discutir essa questão apenas pelo lado das carências sociais seria fragmentar e desconectar da realidade que é plural, além de desconhecer os danos irreversíveis ao ambiente e à sociedade.

A ausência de políticas públicas habitacionais não pode ser substituída pela leniência e permissividade para com a desordem urbana, resultando na omissão do poder público e na inaplicabilidade da moderna legislação ambiental.

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Há décadas esse problema não é encarado na sua contextualidade. Ainda que essas ocupações tenham se transformado em bairros e recebido alguns benefícios urbanos como asfaltamento, distribuição de água e energia elétrica, persistem problemas umbilicalmente relacionados à qualidade de vida e à poluição dos ecossistemas. Um desses problemas se origina com o desmatamento que ocorre no início da ocupação durante a "limpeza" do terreno. O desmatamento retira a cobertura vegetal que garante a fertilização do solo e promove sua proteção absorvendo a água e impedindo que os nutrientes sejam lixiviados.

A recuperação dessas áreas desmatadas, ainda que a ocupação seja contida, não é uma coisa fácil, a longo prazo. De outra forma, consolidando-se o "novo bairro", a ausência de um serviço de saneamento básico e coleta de lixo, leva ao despejo inapropriado dos resíduos, geralmente em corpos d'água resultando na poluição hídrica. Na cidade de Manaus, originalmente banhada por muitos igarapés, essa é uma realidade.

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Enfim, a responsabilidade que cabe às gerações atuais é inadiável. Não se pode postergar, não é possível tratar o problema da ocupação de terra de forma permissiva, pois se por um lado existe carência de habitação não é nenhuma heresia dizer que a "indústria da invasão" é uma realidade e que muita gente se aproveita da situação de carência para fazer da ocupação irregular de terras um negócio muito pouco produtivo para a #Natureza e para a própria a vida da humanidade #Fontes renováveis #Desenvolvimento Tecnológico