Historicamente, alguns programas de governo deixam de se transformar em políticas de Estado devido à falta de espírito público de alguns governantes. Governos se sucedem e as políticas públicas implantadas pelo antecessor, na maioria das vezes, são abortadas e novas ideias são apresentadas pelos novos governos disputando através da mídia a preferência do eleitorado. Essa é uma forma de separar os eleitores em “meus" e “deles”, sem consideração com o que realmente importa para o país, estado ou município.

Felizmente parece que não é essa a postura do atual presidente da República. Na contramão da política de "quanto pior melhor", Michel Temer declara que a preservação do meio ambiente é uma política de Estado e não de Governo e dá continuidade à política ambiental do governo Dilma Rousseff, inclusive alinhando melhor o Brasil com os países do G20.

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Assim como as políticas sociais, as políticas de meio ambiente, especialmente, não têm fronteiras. Portanto, não podem ficar restritas às suas pastas, pois envolvem não apenas um, mas todos os aspectos da vida dos indivíduos, não podendo ser uma proposta individual de um só governante ou partido político.

Com esse objetivo, Temer ratificou o acordo do Clima de Paris, que prevê a redução das emissões dos gases do efeito estufa, comprometendo o Brasil com a redução de 37% desses gases até 2025, e 43% até 2030. E para alcançar essa meta, o governo pretende zerar o desmatamento ilegal na Amazônia

No entanto, olhando para além dos números e buscando uma análise realista dessas metas, alguns sacrifícios devem ser impostos a uma parcela da população que pode não estar disposta a fazê-los. É que os problemas ambientais são efeitos do modelo de desenvolvimento econômico, e esse modelo se baseia no aumento da produção em correspondência ao aumento do consumo de bens e serviços. Forçosamente, entra em choque com a capacidade de sustentação limitada do planeta.

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Num mundo limitado é impossível crescimento desenfreado.

Fica claro que o ambiente é uma dimensão finita que abriga uma #Economia e uma população em franco crescimento. Existe a impossibilidade física de crescimento constante, logo faz-se necessário impor limitações ao crescimento. Por um lado, é normal que o sistema produtivo busque maximizar seus lucros e se insurja contra as tentativas de mudanças; nesse caso, metas superdimensionadas podem não ser atingidas. Por outro lado, se elas não forem superdimensionadas, os objetivos podem não ser alcançados. Consequentemente, sustentabilidade não é apenas uma questão ambiental.

Especialmente no #Amazonas, temos o problema do desmatamento colaborando com os efeitos universalmente devastadores provocados pelas mudanças climáticas. Derretimento das calotas polares, aumento da temperatura e do nível dos oceanos, ciclones e furacões, são alguns desses efeitos, cuja principal causa é o aumento das emissões de gases estufa.

Apesar dos avanços representados com a ratificação do acordo pelos Estados Unidos e China, 
os esforços do Brasil precisam ser mais efetivos quanto ao desmatamento, problema que não tem sido atacado com prioridade em governos anteriores.

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A grandeza da floresta Amazônica dá a sensação de plenitude, de algo inesgotável, mas interesses econômicos estão transformando esse ecossistema de forma muito perigosa.

Esse problema não é novo. Foi acelerado na década de 70 com as propostas de integração da Amazônia pelos governos militares e, a partir de então, a exploração predatória da floresta passou a ser regra, incentivada por grileiros e políticos, principalmente em clima de eleição. O site do Greenpeace informa que "as taxas anuais de desmatamento na Amazônia brasileira aumentaram 28% entre agosto de 2012 e julho de 2013”. 

Não só o mundo vai se beneficiar com um ar mais respirável, mas os povos que dependem da floresta também ganharão com a proteção da Amazônia. Para isso, o governo tem que investir em infraestrutura e fiscalização para que as leis de preservação sejam respeitadas. #Natureza