Entre as atividades que mais contribuem para a poluição atmosférica estão a produção industrial, a geração de energia elétrica e o aumento de veículos em circulação nas cidades. As concentrações de gases poluentes emitidos por essas atividades têm aumentado consideravelmente principalmente depois da industrialização e do uso dos combustíveis fósseis.

A cidade de Manaus, capital do estado do #Amazonas, apesar de incrustada no seio da Floresta Amazônica, sofre com esse problema efetivamente em função do isolamento elétrico e geográfico implicando na geração de energia a partir das termelétricas. Devido ao êxodo rural, a população se concentrou na capital contribuindo para a intensificação das emissões dos gases poluentes emitidos por essas fontes.

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Embora seja evidente a necessidade de controle das emissões, a cidade não possui ainda uma rede de monitoramento dificultando os estudos e pesquisas em busca de melhores informações sobre a qualidade do ar. As temperaturas a cada ano mais elevadas, as mudanças climáticas e seus impactos sobre os indígenas, são questões cujas respostas passam obrigatoriamente, pelo estudo dessas emissões.

No mundo inteiro os problemas da poluição atmosférica são encarados com a importância que lhes cabe na qualidade de vida dos indivíduos, mas no Brasil e em especial nas regiões menos desenvolvidas, essas questões parecem invisíveis diante de tantos outros imbróglios que corroem a sociedade, e a vida política do país. No entanto, se tomarmos como exemplo as grandes potências, concluímos que a mesma tecnologia que polui, pode desenvolver ferramentas e processos para controlar os efeitos da poluição.

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Uma das cidades mais poluídas do mundo, Pequim, tem sido forçada a buscar formas eficientes de controlar as emissões de poluentes. Nesse sentido comprometeu-se em melhorar a qualidade do ar levando em consideração uma avaliação feita pelo Greenpeace East Asia, na qual dentro de 360 cidades pesquisadas, 351 apresentaram níveis extraordinariamente elevados de poluição chegando a extrapolar os limites recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

As dificuldades brasileiras no que diz respeito às políticas públicas de meio ambiente, estão relacionadas com o alto custo dos investimentos, situação que caminha na contra-mão das prioridades estabelecidas para o desenvolvimento dessas regiões, as quais estimulam a poluição. Na outra vertente, entende-se a urgência de uma tomada de posição, pois nos parece insensato esperar chegar a uma situação crítica como acontece com a #China, para só então tomar providências.

As necessidades energéticas necessárias, principalmente para promover o desenvolvimento da região, precisam ser acompanhadas de um rigoroso controle e fiscalização para garantir um futuro, onde a população amazonense não tenha que se defrontar com situações irreversíveis.

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Relatórios do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas têm apontado para a possibilidade de que mudanças climáticas venham a ser irreversíveis se não forem tomadas medidas urgentes.

Para isso, desde já teremos que utilizar ferramentas que minimizem os potenciais impactos ao ambiente, inclusive como medida de redução de custos futuros pois os impactos ambientais causados por emissões de gases poluentes, podem gerar prejuízos financeiros elevados, muito maiores do que os custos em favor da qualidade de vida. Como bem disse Ban Ki-moon, secretário geral da ONU,  "Há um mito de que a ação para o clima custa muito, mas a falta de ação vai custar muito mais"   #Mudança do Clima