Item indispensável para fritar ou cozinhar, o óleo de cozinha é um dos maiores responsáveis por poluir e causar maus tratos ao meio ambiente. Não só a ele como pias, canos, cursos d´água e rede de esgoto também sofrem danos.(organize melhor essa última frase)

Certamente, muitos já ouviram falar da possibilidade de reciclagem do óleo culinário e já souberam de alguma campanha ou iniciativa para separar esse produto a fim de que ele não provoque estragos.

Pois, em São Paulo, há entidades e ONGs que chamaram para si a função de atuar como intermediários dos consumidores, dos postos de coleta e entrega e das empresas recicladoras.

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Esse elo operacional colabora para beneficiar aqueles que trabalham nesse fluxo de transporte com a criação de uma fonte de renda.

O óleo, quando descartado na tubulação, vira uma crosta endurecida por onde passa; compara-se o seu efeito ao que o colesterol causa nas paredes das veias e artérias cardíacas. Quando chega ao ambiente, os primeiros afetados são lugares como os rios, contaminando e comprometendo a água. Como o óleo é  gordura e não existe uma mistura solúvel com a água, essa gordura transforma-se numa película que dificulta a respiração de peixes e de outros seres aquáticos.

O papel de uma das ONGs é ser a rede que aproxima todos os envolvidos no processo de destinação correta do óleo de cozinha. Esse papel já está começando a alcançar mais lugares do Brasil.

Segundo dados dessa ONG, apenas no estado de São Paulo, já foram coletados 2.700.000 litros de óleo por mês – o equivalente a um Lago do Ibirapuera.

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Especificamente na cidade de São Paulo, recolheram-se 1.600.000 litros por mês.

Da etapa de coleta passa-se para o beneficiamento, onde, nessa fase, os restos do óleo são transformados em matéria-prima. Depois, é encaminhada à indústria para a fabricação de diversos produtos.

Uma das recicladoras, localizada em São Bernardo do Campo e que funciona há 17 anos, recicla mensalmente cerca de 250 toneladas de óleo.  Boa parte é destinada à indústria de biodiesel e o restante servirá para a produção de sabão em pedra.

Se o consenso comum acha que o óleo de cozinha tem finalidade apenas para fazer sabão, é bom saber que a aplicação vai mais além: esse óleo usado entra na fabricação de tintas, vernizes, ração animal, velas, desmoldantes, lubrificantes, massas para vidraçaria e até acendedor para churrasqueiras. Realmente, a lista é mais ampla.

Entretanto, o potencial do óleo de cozinha é subutilizado porque somente 10% (dez por cento, mesmo) vai para o ciclo de reciclagem. Uma estatística que denota uma maior mobilização dos agentes sociais, seja a dona de casa, ou os produtores e importadores de óleo. #Animais #Culinária #Sustentabilidade