A 22ª conferência da ONU sobre o clima (COP22), que está acontecendo em Marrakesh, no Marrocos, já começa a enfrentar turbulências.

A reunião está fundamenta no “Acordo de Paris”, que é um documento assinado por 196 países que unem esforços na guerra contra o aumento da temperatura.

Pelo Acordo, os países signatários comprometem-se a implementar programas de combate à poluição para evitar a elevação das temperaturas da Terra. Além disso, as nações desenvolvidas assentiram em depositar anualmente até 100 bilhões de dólares por ano para compor um fundo que será destinado aos países pobres. As nações beneficiadas com esses recursos deverão desenvolver formas de impedir a expansão dos índices de temperaturas a mais de 2 graus célsius por ano, que é a meta estabelecida pelo Acordo.

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Porém, o que parecia já estar devidamente ajustado e ratificado, de repente recebeu tremores e jatos de água fria.

É que o recém-eleito presidente dos Estados Unidos, #Donald Trump, ameaça retirar o país do Acordo de Paris, causando mal-estar aos países-membros da ONU e incertezas quanto ao futuro do protocolo.

Se isso realmente ocorrer, a ONU terá que lidar com um substancial enfraquecimento do caixa, pois o país é o principal doador de seu programa de monitoramento do clima.

Ademais, com a saída dos Estados Unidos, o Acordo se enfraqueceria não apenas do ponto de vista financeiro, mas também porque é ele o segundo país que mais colabora com a emissão de gases poluentes causadores do #Efeito estufa, aumentando consideravelmente o #Aquecimento Global.

A China é hoje a primeira nação mais poluidora do planeta.

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Ban Ki-moom, o Secretário-Geral da ONU, procurou tranquilizar os participantes da Conferência salientando que Trump entenderia a urgência de tratar das mudanças climáticas. Por sua vez, o presidente francês, François Hollande, acrescentou que os Estados Unidos devem respeitar os compromissos assumidos não apenas por questão de “dever”, mas também por motivo de “ser de seu interesse”.

Até 18 de novembro, quando se encerra a Conferência, discursos acalorados acontecerão na tentativa de se fazer cumprir o que foi convencionado por meio do Acordo de Paris, esse documento que prevê regras e metas para que o mundo – o nosso mundo, esse mundo que nos acolhe – reúna condições favoráveis de sobrevivência no futuro. Apesar de nossas injustificáveis agressões.