No dia 5 de novembro de 2016 foi celebrado o aniversário, nada feliz, de um ano da maior #Tragédia ambiental que ocorreu no Brasil, que foi o rompimento da barragem da mineradora Samarco em Mariana, cidade no Estado de Minas Gerais. Confrontada com um acontecimento tão catastrófico, Luciana Pordeus, que trabalha como tradutora em Belo Horizonte, deu maiores detalhes acerca daquele dia a uma agência de notícias internacional. Pouco tempo depois do rompimento da barragem, causando dor e morte a todos os seres vivos que estavam na região ou a muitos quilômetros de distância, Luciana se sensibilizou de tal modo, que criou uma campanha relâmpago na rede social do Facebook, objetivando socorrer #Animais de tamanhos pequeno e médio, que foram vitimados pela Samarco.

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A moça de Minas Gerais disse que a campanha teve êxito porque muitas pessoas aderiram a mesma e assim, centenas de animaizinhos foram salvos, entregues novamente aos seus donos ou ainda adotados. Luciana disse que o cenário encontrado foi algo apocalíptico, pois os moradores viram as suas casas serem destruídas e não tinham condições alguma de ter os animais de volta diante de todo o caos reinante, até mesmo porque a Samarco não contribuiu em praticamente nada referente ao assunto.

A partir desse momento, Luciana, o marido e uma amiga do casal chamada Rita, partiram para Mariana e por meio do Facebook iniciaram uma campanha para angariar, a princípio, dinheiro para medicamentos, o que foi um sucesso, principalmente porque a jornalista Cora Rónai, fiel defensora dos animais, fez questão de divulgar a iniciativa no seu blog de notícias.

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Tanto é assim, que após o incentivo de Rónai, ocorreram milhares de acessos dos internautas, resultando em quase R$ 20 mil de fundos doados.

Foi montada uma farmácia próxima à região do desastre ambiental com a ajuda dos valorosos voluntários. Quanto a Samarco, essa só se resignou a emprestar um terreno para servir como quartel general dos salvamentos e cuidados com os animais, disse a tradutora. Entretanto, os moradores estavam impossibilitados de levar bichos maiores para o alojamento, o que levou os voluntários novamente a construir um outro abrigo bem maior, que se assemelhava mais a uma imensa Arca de Noé.

Os animais resgatados eram galinhas, patos, coelho, cachorros, cavalos, bois, jabutis, gatos, aves e toda a espécie que foi afetada diretamente pela destruição da barragem, totalizando mais de 800 preciosas vidas dos bichinhos.

Luciana explicou que foi somente em janeiro de 2016 que a Samarco participou minimamente na operação de ajuda, todavia, não foi algo que representasse muita coisa, uma vez que nem os seres humanos ela se mostrou disposta a socorrer efetivamente.

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Por outro lado, o resumo de tudo isso é que a maioria dos animais conseguiu ser devolvida aos donos ou mesmo adotados.

Lamentavelmente, com a avaria da barragem dos rejeitos de mineração do empreendimento entre a companhia do Brasil Vale S.A. e da empresa anglo-australiana BHP Hilton (Samarco), a paisagem de Mariana e a existência das pessoas nativas nunca mais foram as mesmas. Os ecossistemas e biomas foram destruídos em dezenas e mais dezenas de cidades mineiras e capixabas, e como se todas essas desgraças não bastassem, 19 pessoas perderam as suas preciosas e insubstituíveis vidas com mais essa mostra do descaso público das autoridades brasileiras. #Acidente