Um ano após o maior #Desastre ambiental do Brasil, um vilarejo de 317 anos entra em extinção. O povoado era Bento Rodrigues, tinha cerca de 600 habitantes e, no século XVII, serviu de caminho onde foi reduto de monumentos religiosos de magnitude cultural.

No dia 5 de novembro de 2015, uma onda de lama devastou Bento Rodrigues, e no mesmo dia foram confirmadas dez pessoas mortas e dezoito desaparecidas. O "tsunami" invadiu mais sete distritos de #MARIANA, bloqueando o fornecimento de água nas cidades de Minas e do Espirito Santo. A lama seguiu direto para o mar. Esta tragedia aconteceu por fruto do rompimento de duas barragens da mineradora Samarco.

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Existe uma lei para empresas com este tipo de atividade que diz que elas têm que assumir o legado por eventuais acidentes. Neste caso, ficou claro que houve omissão na supervisão ou na obra do empreendimento, pois em todo esse tempo nada foi feito. Sobram apenas destroços e a extinção de seres vivos e, mais que uma lástima humana, o revés acontecido em Mariana teve um impacto ambiental complicado de estimar.

No último dia 13, a Justiça do Estado de Minas Gerais bloqueou o valor de 300 milhões de reais da conta da mineradora. Isto por que a empresa foi condenada a pagar R$ 250 milhões às pessoas atingidas diretamente pela catástrofe e com os valores poderem construir novamente a área de toda região depreciada.

Profissionais desta área avaliam esse acontecimento como o "11 de setembro" do Brasil.

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Depois desta grande devastação, as pessoas esperam que as mineradoras tenham regras mais rígidas, que realmente sejam cumpridas, para que isto não aconteça mais. 

Na Câmara dos Deputados, em Brasília, já existe um projeto com um novo código de mineração que, a princípio, iria dificultar o acontecimento de novas contrariedades como esta que aconteceu em Mariana, mais especificamente em Bento Rodrigues. No Brasil, temos mais ou menos 800 barragens como esta que se rompeu, soltando a lama que levou vidas e um patrimônio incalculável em seu caminho. #Aniversario