O Parque Nacional da Chapada Diamantina foi criado em 1985 e ocupa uma posição central no Estado da Bahia. Esta ecorregião engloba os municípios de Andaraí, Lençóis, Mucugê, Ibicoara, Itaetê e Palmeiras, e incorpora uma área total de 152 mil hectares, formando um mosaico de vegetação que inclui cerrados, campos rupestres, florestas e caatingas. Suas altitudes variam entre 200 a 1.800 m, com um relevo bastante acidentado, com vales estreitos e profundos que dificultam bastante o acesso a algumas regiões.

O Parque funciona não somente como uma reserva ambiental para preservação de centenas de espécies endógenas, mas como um generoso patrimônio turístico natural, que movimenta a economia da região e é uma das mais valiosas rotas do ecoturismo baiano, recebendo turistas de todo o mundo.

Publicidade
Publicidade

Preservação ambiental e incêndio florestal

Entretanto, preservação do Parque Nacional da Chapada Diamantina não é uma tarefa fácil. Além da dificuldade em monitorar as atividades recreativas, de garimpo ilegal e de desmatamento que geram grande impacto ao frágil ecossistema local, o fogo é um dos maiores vilões deste bioma, sendo responsável pela destruição de grandes áreas do parque, especialmente durante o calendário de seca.

No ano de 2015, o parque sofreu o terceiro maior incêndio do século XXI, ardendo em chamas por mais de quarenta e cinco dias, ocasionando um desastre ambiental de grandes proporções. A previsão é de que, somente daqui a quinze anos, algumas regiões sejam capazes de se recuperar dos danos gerados pela voracidade do fogo, que devastou cerca de vinte e dois mil hectares de mata, o que corresponde a quase 15% da área total da reserva.

Publicidade

Seja em razão de ações criminosas, ou a partir de focos espontâneos de incêndio, o fato que mais chamou a atenção nessa tragédia foi a falta de pessoal qualificado e equipamento necessário para o controle do fogo, que se alastrava em velocidade alarmante e ameaçava não somente a reserva, mas também a população residente no entorno do Parque. A geografia da Chapada limita e até mesmo impede, o acesso a certas locais, tornando o trabalho da brigada de voluntária de incêndio um ato de heroísmo.

A Brigada voluntária de incêndio

A equipe de brigadistas, que atua voluntariamente há aproximadamente 15 anos no controle e combate a incêndios florestais nesta região, foi insuficiente. Além dos 40 brigadistas e 60 bombeiros militares que atuaram, mais de cem moradores se mobilizaram no apoio ao combate do fogo que insistia em avançar. A falta de equipamentos e verbas funcionou como um agravante da situação, obrigando-os a pedir apoio e doações por meio dos veículos de comunicação e das redes sociais.

Publicidade

Com o fim de evitar desastres semelhantes no futuro, o Ministério da Integração Nacional, através da SEDEC - Secretária Nacional de Defesa Civil, liberou ontem R$ 500 mil reais em recursos, indicado pela senadora Lídice da Mata mediante emenda parlamentar, destinado às ações de prevenção e combate a incêndios no Parque, o qual será executado por meio do Governo do Estado da Bahia.

Esta verba será destinada a realização de cursos de capacitação para a brigada voluntária de incêndio e na aquisição de equipamentos de rádio para implementação de um sistema de comunicação com dez estações de VHF e dez repetidoras, com o intuito de atuar na prevenção, monitoramento e controle de incêndios florestais e queimadas ilegais no local.

Segundo a senadora Lídice da Mata, esta iniciativa serve para articular a sociedade civil e os órgãos públicos na busca de soluções viáveis para a redução e combate da incidência de incêndios, beneficiando milhares de baianos residentes em mais de 24 municípios da Chapada Diamantina. #Sustentabilidade