Nesta quarta-feira, 21 de dezembro, às 8h44min (horário de Brasília), começa a estação mais quente do ano no Hemisfério Sul. Dois fatores determinam as datas de início das estações do ano: a posição da Terra em sua órbita em volta do sol e a inclinação do eixo do movimento de rotação do planeta. O dia mais longo do ano, chamado solstício de #verão, marca o começo desta estação, que vai até o dia 20 de março de 2017.

Ao contrário do verão anterior, neste ano o Brasil não sofrerá os efeitos do fenômeno El Niño, que em 2015/2016 foi um dos mais fortes historicamente e elevou as temperaturas em todo o país. O Centro de #Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), prevê que neste 2016/2017, as temperaturas deverão ser mais amenas nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

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Preocupação constante na região Nordeste, castigada por um eterno histórico de secas e precária em recursos hídricos, as chuvas nesta parte do país, infelizmente, tendem a ficar abaixo da média, devido ao aquecimento das águas do Atlântico Norte.

Responsável pela sustentação da agricultura e das usinas de geração de energia, as chuvas de verão são necessárias e, com exceção do Nordeste, as demais regiões não devem ter falta de precipitações.

O fenômeno conhecido como La Niña, que está presente neste começo de verão, apresenta-se com fraca intensidade e deve se encerrar rapidamente, o que significa que na região Sul não deve haver seca, como costuma acontecer quando a La Niña se forma. O fenômeno é o oposto do El Niño, caracterizando-se pelo resfriamento da superfície do Oceano Pacífico.

No Norte, a previsão é de chuvas volumosas, favorecendo a recuperação dos rios.

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Se por um lado as chuvas são bem vindas, mantendo os níveis dos reservatórios de abastecimento de água à população, por outro lado há o risco de deslizamento de encostas no Sudeste e em áreas de serra, o que é um problema recorrente.

Não apenas curiosidade, a previsão do tempo é fundamental para que as autoridades tomem as devidas providências, a fim de evitar consequências penosas à população, que podem ser causadas pelas mudanças climáticas. #Clima