A palavra iceberg é formada por outras duas: ice, que significa “gelo”; e berg, que significa “montanha”. Icebergs são enormes montanhas de gelo que se soltam de grandes geleiras originárias da era Glacial e flutuam pelos oceanos árticos. Não devemos confundir com as branquisas do Polo Norte, que são plataformas de gelo formadas de água do mar congelada durante o inverno e que desaparecem no verão.

Esses gigantes possuem em sua constituição basicamente água doce, por isso, flutuam através da corrente marítima que influencia a parte submersa e grandes ventos que atuam na parte da superfície: estes dois fatores dão a velocidade de deslocamento do bloco de gelo.

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Podem também conter corpos de animais, fósseis ou não. Como apenas 10% fica visível na superfície, os icebergs são um perigo real para a navegação marítima.

Os icebergs ficaram famosos nas telas do cinema com o afundamento em 1912 do transatlântico Titanic em sua viagem inaugural, nas águas geladas do Atlântico Norte, onde desapareceram 1.500 pessoas. Há pouco tempo, descobriu-se que, o casco do navio não resistiu ao choque pois havia sofrido um incêndio três semanas antes de sua partida.

Mudanças climáticas naturais e mudanças geográficas

Oceano Atlântico, na Antártida e Groenlândia são locais principais de formação de icebergs em nosso planeta e a notícia que preocupou pesquisadores nesta semana vem de uma grande rachadura na plataforma de gelo Larsen C. Esta plataforma fica na Antártica e se expandiu, repentinamente, cerca de 18 km, durante o segundo semestre de 2016.

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Apenas 20 quilômetros de gelo faltam para que surja um iceberg de 80 quilômetros, que será considerado um dos dez maiores do mundo, que corresponderia à dimensão do Distrito Federal, com cerca de 5.000 quilômetros quadrados.

O projeto Midas, no País de Gales, que monitora o derretimento de geleiras na Antártica, comunicou, esta semana, que este imenso bloco de gelo não causará aumento no nível dos oceanos. Porém, rupturas futuras podem levar ao descongelamento de geleiras internas que, por terem suas águas integradas aos mares, podem elevar o nível. Se toda plataforma Larsen C, um dia derreter, o nível dos oceanos pode aumentar em até 10 cm.

Os pesquisadores têm observado com muito mais atenção esta plataforma depois que duas grandes partes dela se despreenderam: Larsen A, em 1995 e recentemente, em 2002, da Larsen B. Segundo eles, o fenômeno é geográfico, porém, mudanças climáticas decorrentes dos ciclos naturais de diferenças das temperaturas de nosso planeta podem antecipar o rompimento dos icebergs de suas plataformas de origem. #Ciência #Nasa #Curiosidade