Nem todas as notícias que circulam pela web, redes sociais e afins são verdadeiras, pelo contrário, muitas delas são boatos ou “fakes”, que de tanto circular pela rede virtual acabam se transformando em “fatos verdadeiros”, ou ao menos levam um número grande de internautas a acreditar no que está sendo propagado. Um exemplo claro de uma mentira, ou meia-verdade, é o vídeo que está circulando nas últimas horas, especialmente no Facebook, cuja gravação deixa a todos impressionados com as imagens de no mínimo 3 tubarões "Negaprion brevirostris", ou Tubarões-limão como são conhecidos popularmente, e ainda aparecem mais 4 arraias locomovendo-se na água atrás de um enorme cardume de saborosas sardinhas.

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A inverdade de toda essa cena é que de fato ela existiu, mas não na Praia da Barra da Tijuca, zona Oeste da Cidade do #Rio de Janeiro como foi publicado.

Jornalistas do periódico carioca “O EXTRA” foram investigar mais a fundo acerca de tal vídeo e puderam constatar que quem fez a filmagem foi Felipe Buloto, um biólogo que atua para a agência de turismo ecológico chamada Natura Ecoturismo. A gravação do vídeo ocorreu na data de 27 de dezembro de 2016 e, para espanto de quem viu as cenas, havia arraias e tubarões se banqueteando com as sardinhas sim, só que no distante paraíso da ilha de Fernando de Noronha, situada no mar do Estado de Pernambuco.

O que poderia parecer pura diversão para os mais desavisados, pode ser caracterizado como algo muito perigoso, quando uma banhista fica a aproximadamente um metro das criaturas marinhas, gravando o acontecimento com um celular.

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Tanto é assim que outras pessoas ao fundo comentam literalmente o seguinte: “olha o tamanho da arraia!”.

Buloto, especialista no assunto, fez questão de frisar que os tubarões e arraias estavam fartos de tanto comer, porque ficaram horas se alimentando das sardinhas; porém; situações como a do vídeo, são bastante adversas, uma vez que na estação do verão, o que foi registrado passa a ser algo muito comum e o que os turistas e banhistas deveriam fazer é se manter longe dos #Animais ou, pelos menos, a uma distância segura.

Por sua vez, Paulo Maia, que é um dos ambientalistas pertencentes a ONG SOS aves e cia., ressalta que o ser humano adota um comportamento destrutivo em relação ao meio-ambiente, pois quem está invadindo o local não são nem os tubarões e nem as arraias. Maia foi contundente em finalizar o acontecimento explicando que uma distância minimamente segura para as pessoas é a de 5 metros e que o tubarão não é o personagem mal, mas sim o homem invasor e violento, com seu desconhecimento do equilíbrio da #Natureza.