Segundo informações do G1, na manhã desta segunda-feira (23), foi anunciada, no Diário Oficial da União (DOU), a proibição de todos os segmentos referentes à comercialização, captura e industrialização do caranguejo de nome Uçá, no Estado do Alagoas, além de outros nove estados no período considerado de procriação dos animais.

A recomendação baseada em regras ambientais e assinada pelo representante da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, e pelo representante Nacional do Meio #ambiente, Sarney Filho, revelou que a interrupção acontece nos seguintes estados: Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas.

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Segundo especialistas, o período conhecido como “andança” se caracteriza pelo momento em que os caranguejos machos e fêmeas saem de seus esconderijos e andam pelo manguezal para acasalar e liberar os ovos.

Na divulgação, foi ressaltado que aqueles comerciantes que já trabalham com o crustáceo da espécie poderão continuar as atividades mesmo neste período de reprodução dos caranguejos, mediante apresentação da documentação relacionada aos estoques de animais encontrados no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Conforme as regras, em cada estado são feita as relações de estoques através do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, nos locais onde há órgão de proteção federal dos caranguejos.

O deslocamento dessa espécie conhecida como Ucides cordatus somente será liberada mediante orientação e autorização de transporte e #comércio do #IBAMA, comprovando assim que o armazenamento foi informado ao órgão de proteção.

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Esse período de reprodução do crustáceo, também conhecido por 'defeso do caranguejo', iniciado nesta terça-feira (23), é de grande importância natural e mediante medidas dos órgãos competentes, ajuda a dar continuidade a essa espécie de caranguejo. É por isso que o Ibama fiscaliza e chega até a punir quem desrespeita as leis ambientais.

Na oportunidade, quem for flagrado cometendo crime ambiental, deverá responder perante a Justiça, além do pagamento de multas que variam entre R$ 700 a 100 mil reais.