O lixo eletrônico é um dos grandes desafios da era moderna. A produção em massa e a consequente popularização dos artigos eletrônicos são proporcionais ao risco ambiental que oferecem. O problema desse tipo de material é o de conter elementos tóxicos que podem afetar sensivelmente lençóis freáticos, habitat animal, vegetações e debilitar a saúde humana. Materiais como alumínio, zinco e arsênio, por exemplo, são nocivos a plantas, peixes e algas, e favorecem o desenvolvimento de graves enfermidades, como mal de Alzheimer, câncer de pele e de pulmão.

Um levantamento organizado pela ONU, em 2015, apontou que o planeta produz, por ano, 41 milhões de toneladas de lixo eletrônico.

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Cerca de 90% desse total é comercializado ilegalmente ou despejado no lixo. Boa parte dessa produção é abandonada em aterros sanitários, locais inadequados para abrigar objetos dessa natureza, gerando impacto ambiental alarmante.

A América Latina era responsável por 9% do total dos componentes eletrônicos inativos no mundo em 2014, segundo estudo da Associação de Empresas da Indústria Móvel (GSMA), alcançando a marca de 1,4 milhões de toneladas. Só a cidade de São Paulo contribui com 5,5 mil toneladas desse cálculo.

À distância ou até mesmo a falta de ecopontos nos municípios, somado ao desconhecimento da população sobre os danos ambientais dos artefatos e da legislação vigente para minar o crescimento do pavoroso acúmulo, são os grandes fatores que estabelecem o cenário preocupante.

Observe algumas orientações e locais para o descarte responsável de material eletrônico que esteja sem uso na sua casa ou empresa.

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Logística reversa

Conceito implementado pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Consiste na reutilização dos produtos comercializados na cadeia de produção das fabricantes, que desmembram os componentes dos objetos coletados para complementar e gerar novas peças. Ou seja, é possível para o consumidor devolver o objeto adquirido e que se encontra sem uso por falta de serventia ou funcionamento, no local de aquisição, sendo este um representante legítimo ou autorizado pela fabricante. Muitas dessas empresas oferecem o serviço de coleta agendando um dia e horário. Consulte o site ou a central de atendimento da distribuidora para verificar se trabalha com o serviço.

Telecentros comunitários

Os Telecentros são espaços de domínio público voltados para promover a inclusão digital em áreas desassistidas de recursos tecnológicos. Nesses ambientes fica disponível para a população uma rede de computadores para que possam usufruir dos serviços digitais, como acesso a internet, redação e impressão de documentos.

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Também são ministrados cursos dirigidos ao uso de ferramentas básicas, montagem e consertos de hardwares. Teclados, mouses, CPUs, monitores e outras diversas peças relacionadas à informática que estejam só acumulando poeira na sua casa podem ser muito úteis nesses espaços, mesmo se estiverem quebradas, pois as peças são utilizadas como material de ensino.

Entre em contato com a prefeitura ou governo de seu estado para obter os endereços mais próximos a sua localidade.

Rota da #reciclagem

Site desenvolvido e atualizado pela multinacional do ramo de embalagens Tetra Park. No buscador, que abrange todo o território nacional, basta colocar o endereço de origem e aguardar a rota desenhada em um mapa virtual até as cooperativas que trabalham com reciclagem, comércios ou Pontos de Entrega Voluntária (PEV) mais próximas. Há o aplicativo do buscador para Android, IPhone e iPad. #Lixoeletrônico #Coletaseletiva