Se alguém lhe perguntasse se conhece um animal chamado #vaquita, dificilmente você pensaria em um #golfinho, correto? Pois a vaquita, ou Phocoena sinus, é uma espécie de boto que habita as águas de uma pequena região no Golfo da Califórnia, no México, parente do boto-de-burmeister, que habita o Litoral Sul brasileiro.

Assim como outros golfinhos, utilizam ecolocalização para se comunicar e são bastante tímidas, evitando contato com barcos e pessoas e diferentemente de outras espécies, são solitárias e não são facilmente vistas em bando. A população deste animal vem caindo significantemente, tornando-a a espécie de cetáceo mais ameaçada de todo o mundo.

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De forma similar aos botos brasileiros, o maior motivo do declínio populacional das #vaquitas se deve a pesca predatória de outras espécies, principalmente peixes conhecidos como pescada. As vaquitas, assim como outros animais maiores, acabam presas nas redes de pesca.

A população de vaquitas era estimada em 600 animais em 1996 e decaiu para apenas 100 indivíduos em 2014. Atualmente, há aproximadamente 30 indivíduos restantes e cientistas acreditam que as vaquitas possam estar totalmente extintas até o final de 2017.

De forma a tentar evitar sua extinção, cientistas propuseram que alguns indivíduos fossem mantidos em cativeiro para manejo de reprodução, uma prática comum em zoológicos em relação a animais em risco, porém nunca antes feita com uma espécie de cetáceo. Alguns ambientalistas, porém, tem se oposto a essa ideia, argumentando que seria muito ariscado retirar os animais do meio em que vivem e que poderiam morrer durante o transporte.

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O Cirva (Comitê Internacional para a Recuperação da Vaquita) argumenta que, deixando-as na natureza, estariam fadadas a morrer de qualquer forma. A construção de um santuário, aprovada pelo governo mexicano em abril deste ano, só poderá ser iniciada em outubro e muitos cientistas temem que possa ser tarde demais para salvar a espécie.

A extinção da vaquita também pode causar sérios prejuízos ao ecossistema da região. Como vaquitas servem de alimento para espécies de tubarão, a sua extinção pode também causar declínio da população de tubarões.

Por outro lado, as vaquitas são conhecidas por se alimentarem de espécies de peixes bentônicos, águas-vivas e crustáceos, que poderão ter aumento em sua população pela falta de um predador natural. Pouco se sabe sobre o ciclo de vida das vaquitas.A idade na maturidade sexual, a longevidade, o ciclo reprodutivo e as estimativas da dinâmica populacional foram feitas, mas são necessárias mais pesquisas.