A população mundial está em torno de 7 bilhões de habitantes e se torna irresistível a comparação com o número de árvores existentes no planeta Terra. São cerca de 3 bilhões em sua totalidade, conforme levantamento dos últimos 25 anos. Daí, compreende-se que há pouco menos de meia árvore para cada ser humano.

Entretanto, se isso preocupa, um novo dado vem à luz para consulta: durante esses mesmos 25 anos, quando analisamos a quantidade de área verde que foi eliminada, verificou-se que 1,3 milhões de quilômetros quadrados sumiram. Melhor dizendo, deixaram de ser áreas verdes ou vegetação.

Para os que não possuem intimidade com números ou têm incapacidade de imaginar o quanto isso representa, o relatório do Banco Mundial ilustra que essa perda equivale a um pouco mais do território da África do Sul.

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Sede da penúltima Copa do Mundo realizada em 2010, o leitor/torcedor imaginaria que essa devastação chega a 1000 – isso mesmo, um mil – campos de futebol. Porém, esse alcance não é referente aos últimos 25 anos. As florestas são destruídas na proporção de 100 campos de futebol por hora nos dias atuais.

O estudo faz um apanhado por continentes e começa pela Europa, louvando esforços de países como Espanha, que ganhou um percentual de 33% em espaço verde; Irlanda, com aumento de 62%, mesmo com a ressalva de que seu território florestal seja menos de 8000 km2; e a Islândia, conhecida ilha vulcânica que duplicou sua área natural, mas incipiente em comparação com outros países.

Dentro de todos os países constituintes da Europa, a Finlândia é a que apresenta maior área florestal, com 83%. Nossos patrícios portugueses caminharam na contramão, perdendo 7,4% desde o começo de 1990.

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Para muitos, bater na tecla da conservação de florestas e biomas naturais é redundante ou conversa fiada. Inclusive no Brasil. Porém, o estudo mostra que, além de nós, Rússia, Congo, Peru, Indonésia, Austrália, Estados Unidos, Índia e China dividem dois terços de tudo que é verde no mundo. Tudo bem que o fator de extensão territorial ajuda na estatística, mas a nossa inclusão nesse seleto rol não deve passar despercebida.

Afinal, esse amplo e largo tapete verde coopera com a biodiversidade e para a melhoria do ar que se respira e da água que se bebe.

De forma surpreendente, o estudo analisa quais são os países carentes dessa “joia como jade e esmeralda”. Ele cita a exclusão de países que naturalmente não possuem florestas como San Marino, Qatar e Omã. Prosseguindo com a lista, estão algumas nações africanas e outras do Oriente Médio (Egito, Argélia, Bahrein, Arábia Saudita e Kuwait) – grande parte delas situadas em zonas desérticas.

Situação da América Latina e do Brasil

Temos o privilégio de abrigar 25% de toda superfície de florestas do mundo, mas tanto a América Latina como o Caribe foram recordistas em desmatamento desde 1990: 970 mil quilômetros quadrados.

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Ganhamos da África Central e Meridional que totalizaram a eliminação de 830 mil quilômetros quadrados em igual período.

Se considerarmos por países isoladamente, a estatística vira um pouco para o lado africano: países como Nigéria e Uganda devastaram mais. Aqui na América, a parte central do continente é a que mais danos causou às florestas: Nicarágua, El Salvador e Honduras.

Por sua vez, o Brasil não anda figurando bem nessa parte, já que destruiu 9,7% de sua área de florestas. Ou seja, 2,5 milhões de hectares a cada ano. Em recente estatística, o Brasil já derrubou em árvores da Amazônia, o equivalente a duas vezes o território da Alemanha no ano de 2016. Nosso pequeno vizinho Uruguai é o melhor exemplo por essas bandas: conseguiu recuperar 131% de superfícies das florestas.

Especialistas dizem que o desenvolvimento da infraestrutura, o crescimento das áreas urbanas, agricultura industrial e a utilização de grandes áreas para exploração de mineração são fatores que contribuem para a diminuição da ocupação verde. #Homem #Meio ambiente #Natureza