Publicidade
Publicidade

Estudos realizados em Londres indicam que a poluição do ar pode ser prejudicial para #Bebês, mesmo antes de nascerem. Os indícios levam a concluir que mulheres grávidas expostas à determinados níveis de poluição do ar podem afetar a #Saúde de seus bebês ainda em seu estado embrionário.

Entre 2006 e 2010, pesquisadores londrinos calcularam a exposição à poluição do ar e sonora de mulheres grávidas em determinadas regiões específicas. Eles então coletaram dados a cerca de 540,365 recém-nascidos durante o período nas regiões escolhidas.

A exposição à poluição foi, em média, por volta de 14 mg/m³ de PM2.5. Estes cálculos correspondem às pequenas partículas capazes de entrar com facilidade nas vias aéreas e se instalarem nos pulmões.

Publicidade

Os pesquisadores descobriram que para cada 5 microgramas por m³ de PM2.5, aumenta o risco em 15% de nascimentos de bebês abaixo do peso ideal. Recém-nascidos que nascem com o peso abaixo do ideal podem ter um risco maior de sofrer diabetes, problemas cardíacos e hipertensão posteriormente.

O estudo, no BMJ, não encontrou influências da poluição sonora na variação do peso dos recém-nascidos.

As diretrizes da OMS para média anual de PM2.5 são de 10 mg/m³. Mas a autora da pesquisa, Dra. Mireille B. Toledano, epidemiologista da Imperial College London (Universidade Imperial de Londres), disse que, na realidade, não há níveis seguros de poluição do ar.

Ela disse: “Para cada 10% de redução em PM2.5, podemos prevenir que cerca de 90 bebês nasçam com peso abaixo do ideal em Londres. Os dados recentes não são seguros para mulheres grávidas, e nem para os que estão para nascer.

Publicidade

A motivação dos estudos se dá pela crescente preocupação das consequências dos aumentos de níveis de poluição gerados tanto pelo tráfego de veículos quanto pelas indústrias. E as doenças respiratórias estão diretamente ligadas a poluição atmosférica, que tem revelado níveis de crescimento exponencial nos últimos anos.

A poluição do ar pode gerar, além de doenças respiratórias, as cardiovasculares, tornando-se foco de preocupação global.

Outro fator que gera preocupações é a dificuldade de encontrar soluções, uma vez que regiões que produzem a poluição podem afetar outras por conta das monções.

A pesquisa feita em Londres serve como referência para estudos posteriores. As condições ambientais estão diretamente relacionadas a qualidade do ar, e a melhor compreensão destas pode gerar resultados favoráveis que podem fazer a diferença.