Na última semana de janeiro o índice IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal), teve alta em todas as capitais do Brasil.

Em Belo-Horizonte a alta registrada foi de 1,89% (dados divulgados nesta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas). O aumento de produtos e serviços foi geral, os alimentos estão mais caros, principalmente as frutas.Nos supermercados dos bairros da capital ficou difícil para a dona de casa comprar: frutas, verduras e produtos em geral, pois tudo está a preço de ouro, há muita variação de um local para outro. A batata, o tomate, a cebola, pimentão, alho e outras verduras tiveram uma grande elevação no custo. Outro vilão é o feijão que ficou mais caro nas prateleiras e a carne bovina, que também  sofreu alta - com isso a cesta básica ficou mais cara.

É preciso pesquisar antes de ir ás compras, pois a diferença de preços é muito grande de um estabelecimento para outro. Uma boa opção continua sendo os sacolões, que oferecem preços mais acessíveis. Já os supermercados de bairro, por não terem concorrência, tabelam os preços ao seu bem querer e muitas vezes o consumidor se vê obrigado a pagar mais caro por não poder se deslocar de um local para outro.

Outro agravante que fez com que os preços dos alimentos subissem, foi o aumento do preço dos combustíveis nas refinarias, a gasolina subiu R$0,22 por litro e o óleo diesel R$0,15. Mas os postos aumentaram muito os preços e há diferenças notórias de um posto para outro, pois não há tabelamento e nem fiscalização.

Carlos de Souza relatou: "É uma imoralidade o que está acontecendo. Eu fui abastecer em um posto no bairro Floresta (BH) e me cobraram R$2,85 pelo litro da gasolina e um dia depois passaram a cobrar R$2,40. Outros postos do bairro e região aumentaram os preços abusivamente e há um disparate, uns chegam a cobrar R$3,10 por litro de gasolina e o álcool subiu de R$1,99 para R$2,19."

Esse aumento é por causa da elevação do PIS e Cofins, e valerá por 3 meses, de acordo com o Ministro da Fazenda Joaquim Levy é para repor o caixa do governo, que irá arrecadar R$12,2 bilhões este ano. Mas é justo que o trabalhador pague pelos gastos do governo? Sempre é assim, no final quem paga a conta é o povo brasileiro.