O dia 03 de julho de 2014 ficou marcado na história de uma das mais importantes cidades brasileiras, por uma razão muito triste. Enquanto Belo Horizonte se preparava pra receber a partida entre Brasil e Alemanha pela semifinal da Copa do Mundo, o país se surpreendeu com a queda do viaduto Batalha dos Guararapes na região norte da cidade. A tragédia deixou duas vítimas fatais, além de 23 feridos e teve grande repercussão internacional.

A obra, que fazia parte do Plano de Ações de Mobilidade para a Copa, foi concluída às pressas pra ficar pronta em tempo hábil para o evento, e o resultado não poderia ser mais desastroso.

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Na época do ocorrido começou um verdadeiro jogo de empurra entre os envolvidos pelo projeto. A obra foi uma parceria entre o Governo Federal e a Prefeitura da Cidade, mas nenhum dos lados assumiu qualquer culpa. O governo alegou que o responsável pela fiscalização era a Prefeitura, pois de Brasília chegavam apenas os recursos financeiros, já a Prefeitura alegava que a responsabilidade era totalmente das empresas que venceram a licitação.

Quase um ano depois da tragédia, as famílias ainda aguardam o resultado das investigações. O delegado Hugo e Silva, responsável pelo caso, já pediu 02 prorrogações e tem até o começo de maio pra concluir o inquérito e apresentá-lo ao Ministério Público. O documento já conta com mais de 1.200 páginas e mais de 80 pessoas já foram ouvidas, conforme informações da assessoria da Policia Civil.

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Os principais responsáveis apontados até o momento são as empreiteiras Cowan e Consol.

Nesta quarta-feira (18) foi realizada uma audiência pública na Câmara Municipal de Belo Horizonte, onde foi criada uma comissão especial para acompanhar o caso. Estavam presentes na audiência 11 parlamentares, representantes da Consol Engenharia, moradores da região e representantes da Prefeitura. Um dos objetivos da comissão é discutir sobre alternativas para a área afetada.

A ideia mais defendida pela Prefeitura é a construção de uma trincheira no local, que seria feita com recursos das empreiteiras responsáveis pela construção do viaduto, para evitar mais gastos com o dinheiro público. Também esteve na audiência, a mãe de Hanna Cristina dos Santos, motorista de ônibus que foi uma das vítimas fatais do desmoronamento. Analina Soares Santos, de 52 anos, cobrou a punição dos envolvidos na tragédia.

A construtura Cowan não enviou nenhum representante para a audiência e declarou, por meio de nota oficial, que só vai se pronunciar após a conclusão do inquérito.