Pão e Circo (panem et circenses) é uma expressão antiga, oriunda latim no império romano. Era o modo como imperador tratava a população, para mantê-la sobre suas rédeas e ter o seu apoio. Dai então surgem a dramaturgia, os teatros e cinemas. 

 O humorista romano Juvenal, autor da famosa frase, criticava veemente a falta de interesse das pessoas que não tinham interesse e nem participavam dos assuntos políticos, se preocupavam apenas com comida e diversão. 

 Em Itabira a situação parece realmente ter chegado ao caos extremo. Após não pagar os salários e benefícios dos servidores em dia, a prefeitura Municipal por meio de um comunicado à imprensa, informou que este ano também não haverá o #Carnaval oficial.

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Evento este que já faz parte da vida dos itabiranos.

 A justificativa, segundo a nota enviada pela Prefeitura de Municipal Itabira, é de que a administração pública considerou prudente suspender a festa, uma vez que seria necessário fazer novos ajustes financeiros nas contas do município.

 Vale lembrar que no final do ano passado o prefeito Damon Lázaro de Sena decretou estado de calamidade financeira no município. 

 Para ter uma ideia do caos financeiro, o governo do Estado de Minas Gerais também irá parcelar o pagamento de salários dos servidores que ganham acima de  3.000 reais. A medida será adotada por pelo menos três meses e poderá ser prorrogada se a situação financeira não apresentar melhora.

 No caso dos servidores do estado haverá um escalonamento para o pagamento dos salários.

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Quem ganha até 3.000 reais receberá no quinto dia útil. As datas de depósito são 05 de fevereiro, 07 de março e 07 de abril, respectivamente.

 Quem recebe salário de até 6.000 reais, receberá a primeira parcela de 3.000 reais no quinto dia útil o restante nos dias 12 de fevereiro, 11 de março e 12 de abril. 

 No governo de Minas Gerais 75% do funcionalismo recebem até R$ 3.000; 17%, até R$ 6.000 e 8% ganham mais de R$ 6.000.

 É bom botar as barbas de molho, afinal não há pão e muito menos circo em 2016, ano de eleições municipais. #Entretenimento #Crise econômica