O ano de 2016 mal começou, mas vem deixando grandes marcas no estado de Minas Gerais, pois nesses primeiros 23 dias ficou com uma média de aproximadamente três escolas fechadas a cada semana, são escolas particulares e em sua grande maioria de educação infantil e maternal. Nas unidades educacionais com público alvo das classes C e D, a procura simplesmente acabou quase de for geral e as matriculas que aconteceram foi em um número muito baixo quase irrelevante. Este com certeza é mais um dos danos colaterais da #Crise econômica que estamos passando, apenas com as escolas fechadas em Minas Gerais, foram entre cinco e seis mil demissões entre professores e funcionários.

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A explicação mais plausível para esse fenômeno é simples, com a alta inflação e salários estagnados ou com aumentos inferiores a inflação, os números não fecham no final do mês e as famílias foram ‘obrigadas’ a fazer a ‘migração’ para escolas particulares para unidades da rede pública.

Para Emiro Barbini que é presidente do Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais “os efeitos da crise são drásticos para as instituições de ensino particular, muitas famílias tiveram seus mantenedores desempregados e alguns já estavam inadimplentes com as escolas e por tal motivo não foi possível fazer a rematrícula de seus filhos”. De acordo com Emiro Barbini, mesmo com os pais desejando proporcionar uma educação de maior qualidade para seus filhos, a situação financeira apertada devido à nova realidade econômica jogou pra baixo a capacidade de continuar esse sonho.

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Emiro Barbino ainda afirma “Todas as conquistas que foram obtidas ao longo dos últimos pelas instituições estão sendo devoradas pela crise, pois os pais não tendo condição de efetuar o pagamento das mensalidades, e ressalto que até os que tem uma mensalidade mais barata estão fechando. Já não sei mais quantas escolas foram obrigadas a fechar, mas são pelo menos duas a cada semana”.

Outro ponto alarmante é que hoje em Minas Gerais muitos professores estão saindo da sala de aula para fila do desemprego, salvo alguns que também prestam serviços para rede pública e não ficam totalmente desamparados.

Enquanto algumas não suportam as contas e são obrigadas a fechar, a grande maioria que não fechou as portas hoje operam com menos de 80% do habitual nos anos anteriores. #Crise econômica #Crise no Brasil