O governador Fernando Pimentel (PT) nesta quarta-feira (06/01) disse que os pagamentos dos funcionários públicos não serão pagos no vencimento do 5º dia útil dos meses de fevereiro e março deste ano. Pimentel divulgou que os atrasados de dezembro deverão ser quitados em janeiro e o repasse do dinheiro se dará no dia 13/01/16.

Por enquanto, os pagamentos dos salários do funcionalismo não serão parcelados, como ocorreu ano passado no Rio Grande do Sul. O governador está tendo dificuldades em seguir o calendário estabelecido e terá que fazer uma reformulação. Ele disse que irá estabelecer as datas para o repasse dos salários e evitará que os profissionais fiquem "na mão", como ocorreu em janeiro.

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Pimentel disse que, definindo as datas dos pagamentos, os servidores se sentirão mais seguros e poderão planejar o orçamento.

PROBLEMAS FINANCEIROS EM MINAS GERAIS

O governador de Minas notificou que o estado está passando por uma queda no orçamento e na arrecadação, devido aos gastos do PSDB e tudo contribuiu para o desajuste das contas públicas.

O déficit financeiro no estado de Minas Gerais é de R$10 bilhões e de acordo com Pimentel o pagamento do 13º salário acabou gerando atrasos nos pagamentos do mês de janeiro, pois não há dinheiro suficiente no caixa para pagar todos os funcionários públicos do estado.

Diante dessa situação, o setor público ameaça fazer uma paralisação (policiais militares, agentes penitenciários), por causa dos atrasos nos pagamentos. Os sindicatos dos servidores de Minas Gerais informaram que estão tristes pelo fato do governador não ter conversado com o setor.

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A GREVE

Os servidores poderão entrar em greve na próxima segunda-feira (11/01/16), antes farão uma reunião onde será discutido o problema dos atrasos nos pagamentos.

Geraldo Henrique do Sindipúblicos-MG (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público de Minas Gerais), disse que "é muito grave tudo que está acontecendo e caso não haja uma solução para os pagamentos, a greve será imediata".

O setor espera por soluções. É preciso que o governador busque uma saída e que o funcionalismo do estado não fique no prejuízo. #Governo #Crise econômica